sexta-feira, 24 de setembro de 2010

INDECISÃO!

Por Diácono Carlinhos

Essa semana estive com pessoas que me disseram querer muito se afastar do “grupo do mal”, pois sabem que daqui a pouco estarão sendo vítimas da violência, da exploração, do vício, ... Pessoas que vivem entre aqueles que optam pelos ídolos do TER, PODER e PRAZER... Onde há o consumo de drogas, o risco constante de estupros, de uma gravidez indesejada, entre tantas outras práticas que nos afasta de Deus e de todos aqueles que optam pelo bem. Minha orientação nesse sentido vocês já conhecem e, é a que recomenda a Igreja, pois é a mesma que rege os princípios e valores da família cristã, é a mesma que rege os grupos do bem, é a mesma que rege uma sociedade feliz e saudável.

Deus nos deixa claro sobre sua determinação neste sentido, ou seja, tenho que optar entre viver com o “grupo do bem” ou com o “grupo do mal”... Tanto que São Mateus no capitulo 6, 24a nos diz: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro.Vejam que não há meio termo ou eu escolho fazer o que Deus me orienta ou eu opto pelos deuses mundanos, São João no Livro do Apocalipse 3, 15-16, já nos afirma a esse respeito: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.” Dessa forma Deus nos mostra que não é permitido a um cristão ficar em cima do muro, tenho que fazer uma opção ou é pelo “bem” ou é pelo “mal”.

As consequências destas escolhas nos vemos todos os dias: nas clínicas; nas fazendas terapêuticas; nos hospitais; no número de adolescentes gestantes; no número de jovens que se tornam estéreis e mutiladas em decorrência da prática de abortos; no número de mães que precisam criar seus filhos de forma independente em decorrência de uma gravidez não planejada, assim perdem sua adolescência, sua mocidade, sua liberdade. Vemos também no número cada vez maior de jovens com AIDS, no número cada vez maior de jovens sem rumo, perdidos. Jovens que fazem de tudo para chamar a atenção e pedir socorro para essa sociedade que não está nem aí para eles, pois não passam de objetos a serem descartados depois explorados e usados. Adolescentes que não se dão conta do tesouro que são e se deixam seduzir e explorar pelo mundo secularizado e materialista.

Ora, vocês são jovens inteligentes. Nenhuma outra geração contou com tanta informação quanto a que vocês contam. Em compensação, nenhuma outra geração esteve tão perdida quanto à de vocês. É como se chegássemos num cruzamento, esta tudo sinalizado, há muitas placas, mas nós não sabemos para onde ir. Pois o jovem líder cristão sabe qual é o rumo a seguir, ele sabe qual é o seu ideal, sabe onde está o seu porto seguro (na sua família; no seu grupo; nos seus amigos/irmãos que conquistou dentro da Igreja).

Cada um de nós é convidado a construir a sua própria vida, a partir das decisões que toma, pelo “bem” ou pelo “mal”. Não há possibilidade de retardarmos nossas decisões. Elas precisam ser tomadas agora. Não podemos ficar no meio termo (morno). As decisões que vocês estão tomando agora vão repercutir em toda a vida de vocês. Neste momento vocês estão construindo o alicerce da casa de vocês, ou vocês colocam material de primeira classe e ficam com uma construção consistente ou utilizam material de segunda ou terceira categoria e terão as consequências dessa decisão (goteiras, rachaduras, umidade, mofo,...), ou seja, dor e sofrimento.

São Mateus no capítulo 7, versículos 24-27 nos fala a este respeito: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda.”

Na Primeira Carta de Pedro, capítulo 2, temos: “Deixando, pois, toda a malícia, todo o engano, e fingimentos, e invejas, e toda a maledicência, desejai como meninos recém-nascidos, o puro leite espiritual, a fim de por ele crescerdes para a salvação, se é que já provastes que o Senhor é bom; e, chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus eleita e preciosa, vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo...”

E São Pedro continua: “... assim para vós, os que credes, é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta como a principal da esquina, e: Como uma pedra de tropeço e rocha de escândalo; porque tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;...” E aí depois de toda a análise que já fizemos até aqui: qual o seu pensamento sobre os grupos do “bem” e do “mal”? Que pedras estamos sendo? Sou uma pedra valiosa ou sirvo de tropeço na esquina?

ESSA ANÁLISE SOBRE “INDECISÃO” me fez recordar da história da rã que não sabia que estava sendo cozida...

Através da metáfora (A história da Rã COZIDA), gostaria de colocar em evidência as funestas consequências da nossa falta de consciência e indecisão. Da falta de atitudes de mudanças que precisamos adotar para nossas vidas. Indecisão que afeta nossa sociedade, gerando sérios riscos a nossa saúde. Indecisão que trás graves consequências em virtude de nossas relações fúteis, imaturas e inconsequentes, principalmente na prática do “ficar”.

Gostaria muito que vocês lessem a história abaixo pensando na vida de vocês. Fazendo uma análise do que está acontecendo, dos grupos sociais e das pessoas com quem vocês se relacionam - sobre o que vocês pensam ou que esse grupo tenta fazer vocês pensarem sobre o “certo” e o “errado”, sobre o “bem” e o “mal”:

Imaginem uma panela cheia de água fria, na qual nada, tranquilamente, uma pequena RÃ. Um pequeno fogo é aceso embaixo da panela, e a água se esquenta muito lentamente. Pouco a pouco, a água fica morna, e a rã, achando isso bastante agradável, continua a nadar, a temperatura da água continua subindo... Agora, a água está quente mais do que a rã pode apreciar; ela se sente um pouco cansada, mas, não obstante isso, não se amedronta. Nesse momento, a água está realmente quente, e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada; então, suporta e não faz nada. A temperatura continua a subir, até quando a rã acaba simplesmente cozida e morta.

Se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente na água a 50 graus, com um golpe de pernas ela teria pulado imediatamente para fora da panela.

Isto mostra que, quando uma mudança acontece de um modo suficientemente lento, escapa à nossa consciência e não nos desperta na maior parte dos casos, reação alguma, oposição alguma, ou, alguma revolta. Muitos grupos dos quais participamos acontece isso: no começo nos aproximamos de uma pessoa, depois nos relacionamos com outra, as quais já pertencem a aquele grupo e assim sem nos darmos conta estamos integrando um grupo que opta pelo mal e com o passar do tempo torna-se muito difícil ou quase impossível nos afastarmos deles. Releiam o texto: “DECIDI! NÃO QUERO MAIS VIVER COM MEUS MONSTROS...” ( http://cljparoquiasaojose.blogspot.com/2010/08/decidi-nao-quero-mais-viver-com-meus.html ).

Ao integrar esse grupo, você não se dá conta aos ataques contínuos às suas liberdades individuais, à sua dignidade como pessoa, à integridade da sua natureza humana e da sua pureza como filho de Deus. É-lhes retirado o direito de ver o que realmente é belo (seu coração). É-lhe passada uma imagem de que sua beleza está no vestir, na moda, nos cosméticos, naquelas futilidades que a mídia lhe vende. Com isso você vai deixando de SER o que realmente você É para ser o que os outros querem. Um belo pacote de presente (com roupas e calçados de marca), mas algo vazio, triste, assustado, vivendo uma solidão dolorida, estando cercado de gente. Perguntem a qualquer jovem que trabalhou no I Jantar Gauchesco do CLJ se trocaria aquele dia de trabalho, mesmo cansativo por uma balada ou por uma festa que a dita “sociedade” propõe. Verifiquem se não foi um dia de extrema felicidade, alegria e prazer, sem a necessidade da bebida, do vestir-se como a sociedade lhe impõe, sem a necessidade de idolatria aos ídolos do TER, PODER e PRAZER. Aqui havia o melhor de todos os ingredientes: O AMOR, e onde há amor, há Deus e quem não quer ficar perto de Deus...

Concluindo, afirmo-lhes que infelizmente, vejo jovens belíssimos, com corações lindíssimos, perderem a alegria de viver. Possuem momentos alegres ou de extrema euforia e confundem isso com felicidade, durante uma balada, uma boate ou outro evento dessa natureza. Jovens que hoje possuem plena consciência de serem vítimas dessa sociedade mundana que só quer usá-los e abusá-los, mas sentem-se agora indecisos e incapazes de se defenderem. São RÃS sendo cozidas lentamente. Aceitam essas condições de vida decadentes, aliás, dramáticas... Aceitam a pressão do grupo, da mídia, que satura seus cérebros. Jovens que infelizmente se dizem inteligentes, mas não podem mais distinguir as coisas (certo e errado; normal e anormal). São os escravos da atualidade.

Então se você está indeciso, se você ainda não está como a RÃ, já meio cozido, dê um saudável golpe de pernas, antes que seja tarde demais. Saia da indecisão, se você tem consciência (certo e errado). Agora se prefere ser cozido a escolha também é sua. Mas não dá para protelar mais, você precisa escolher agora, com qual dos grupos irá ficar (quente ou frio) ou (do bem ou do mal).

E você jovem líder cristão tem escolhido o que?

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