sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Santo do dia: São João da Cruz


O santo deste dia é conhecido como "doutor místico": São João da Cruz. Nasceu em Fontiveros, na Espanha, em 1542. Seus pais, Gonçalo e Catarina, eram pobres tecelões. Gonçalo morreu cedo e a viúva teve de passar por dificuldades enormes para sustentar os três filhos: Francisco, João e Luís, sendo que este último morreu quando ainda era criança. Como João de Yepes (era este o seu nome de batismo) mostrou-se inclinado para os estudos, a mãe o enviou para o Colégio da Doutrina. Em 1551, os padres jesuítas fundaram um colégio em Medina (centro comercial de Castela). Nele, esse grande santo estudou Ciências Humanas. 

Com 21 anos, sentiu o chamado à vida religiosa e entrou na Ordem Carmelita, na qual pediu o hábito. Nos tempos livres, gostava de visitar os doentes nos hospitais, servindo-os como enfermeiro. Ocasião em que passou a ser chamado de João de Santa Maria. Devido ao talento e à virtude, rapidamente foi destinado para o colégio de Santo André, pertencente à Ordem, em Salamanca, ao lado da famosa Universidade. Ali estudou Artes e Teologia. Foi nesse colégio nomeado de "prefeito dos estudantes", o que indica o seu bom aproveitamento e a estima que os demais tinham por ele. Em 1567 foi ordenado sacerdote.

Desejando uma disciplina mais rígida, São João da Cruz quase saiu da Ordem para ir ingressar na Ordem dos Cartuxos, mas, felizmente, encontrou-se com a reformadora dos Carmelos, Santa Teresa D'Ávila, a qual havia recebido autorização para a reforma dos conventos masculinos. João, empenhado na reforma, conheceu o sofrimento, as perseguições e tantas outras resistências. Chegou a ficar nove meses preso num convento em Toledo, até que conseguiu fugir. Dessa forma, o santo espanhol transformou, em Deus e por Deus, todas as cruzes num meio de santificação para si e para os irmãos. Três coisas pediu e acabou recebendo de Deus: primeiro: força para trabalhar e sofrer muito; segundo: não sair deste mundo como superior de uma comunidade; e terceiro: morrer desprezado e escarnecido pelos homens. 

Pregador, místico, escritor e poeta, esse grande santo da Igreja faleceu após uma penosíssima enfermidade, em 1591, com 49 anos de idade. Foi canonizado no ano de 1726 e, em 1926, o Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja. Escreveu obras bem conhecidas como: Subida do Monte Carmelo; Noite escura da alma (estas duas fazem parte de um todo, que ficou inacabado); Cântico espiritual e Chama viva de amor. No decurso delas, o itinerário que a alma percorre é claro e certeiro. Negação e purificação das suas desordens sob todos os aspectos. 

São João da Cruz é o Doutor Místico por antonomásia, da Igreja, o representante principal da sua mística no mundo, a figura mais ilustre da cultura espanhola e uma das principais da cultura universal. Foi adotado como Patrono da Rádio, pois, quando pregava, a sua voz chegava muito longe.

São João da Cruz, rogai por nós!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O coração do mundo bate aqui!


Conheça um pouco da Campanha Institucional que a JMJ Rio2013 lançou para todo o Brasil.

Podemos descobrir a existência de Deus com a nossa razão?


Sim, a razão humana pode, seguramente, descobrir Deus [31-36, 44-47]

O mundo não pode ter origem nem fim em si mesmo. Em tudo que existe está mais do que aquilo que se vê. A ordem, a beleza e o desenvolvimento do mundo apontam para fora de si e remetem para Deus. Cada pessoa humna está aberta ao Verdadeiro, ao Bom e ao Belo. Ela escuta, dentro de si, a voz da consciência, que a impele para o bem e a adverte do mal. Quem segue esta pista encontra Deus.

Fonte: Youcat

Santo do Dia: Santa Luzia


O nome de Santa Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz. Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a "janela da alma", canal de luz.

Ela nasceu em Siracusa (Itália) no fim do śeculo III. Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, a ponto de ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe, chamada Eutícia, a queria casada com um jovem de distinta família, porém, pagão. 

Ao pedir um tempo para o discernimento e tendo a mãe gravemente enferma, Santa Luzia inspiradamente propôs à mãe que fossem em romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, em Catânia, e que a cura da grave doença seria a confirmação do "não" para o casamento. Milagrosamente, foi o que ocorreu logo com a chegada das romeiras e, assim, Santa Luzia voltou para Siracusa com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimentos pelos quais passaria, assim como Santa Águeda. 

Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Não querendo oferecer sacrifício aos falsos deuses nem quebrar o seu santo voto, ela teve que enfrentar as autoridades perseguidoras. Quis o prefeito da cidade, Pascásio, levar à desonra a virgem cristã, mas não houve força humana que a pudesse arrastar. Firme como um monte de granito, várias juntas de bois não foram capazes de a levar (Santa Luzia é muitas vezes representada com os sobreditos bois). As chamas do fogo também se mostravam impotentes diante dela, até que por fim a espada acabou com vida tão preciosa. A decapitação de Santa Luzia se deu no ano de 303.

Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos, fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus - Luz do Mundo - até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores: "Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade". 


Santa Luzia, rogai por nós!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Por que nos criou Deus?


Deus criou-nos por livre e desinteressado amor. [1-3]

Quando uma pessoa ama, o seu coração transborda. Ela deseja partilhar a alegria com os outros. Nisso, ela parece-se com o seu Criador. Embora Deus seja um mistério, podemos pensá-l'O de um modo humano e dizer: Ele criou-nos a partir do "excesso" do Seu amor. Ele queria partilhar a Sua infinda alegria conosco, criaturas do Seu amor.

Santo do dia: São Dâmaso


Ocupou a Sé de Roma de 366 a 384. Foi natural, ou pelo menos originário, da antiga Hispânia. O Livro Pontifical, não muito posterior, dá-o como hispanus. Seu pai e uma irmã ao menos, Santa Irene, viveram também em Roma. Lá, S. Dâmaso erigiu uma Basílica a S. Lourenço, que recebeu o cognome de in Damaso.

Viveu num período de grande agitação para a Igreja. No tempo de seu Pontificado, era Bispo de Milão o grande Santo Ambrósio e São Jerônimo punha sua formidável inteligência ao serviço da Igreja. São Dâmaso teve que enfrentar um cisma causado por um antipapa, isto no início do seu Pontificado. Infelizmente este não consistiu no único problema para Dâmaso, já que teve de combater o Arianismo, que negava a consubstancialidade de Cristo com o Pai. Sendo ele Papa, chegou quase a extinguir-se a heresia ariana. O Imperador Teodósio, se não encontrou nele um indomável mestre de moral como Santo Ambrósio, encontrou um Papa que afirmou sempre, com serena firmeza, a "autoridade da Sé Apostólica". Dâmaso fez de tudo pela unidade da Igreja, e para deixar claro o Primado do Papa, pois foi o próprio Cristo quem quis: "E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18) 

O Papa Dâmaso esteve no II Concílio Ecumênico onde aconteceu a definição dogmática sobre a Divindade do Espírito Santo. Foi ele quem encarregou São Jerônimo na tradução da Bíblia da língua original para o latim, língua oficial da Igreja. Conhecido como o "Papa das Catacumbas", São Dâmaso foi responsável pela zelosa restauração das catacumbas dos mártires. Em Roma, conseguiu separar Estado e Paganismo. A sua obra foi paciente e oculta, mas não medíocre nem definhante. Soube ligar à Sé apostólica todas as Igrejas e obteve do poder civil o maior respeito.

São Dâmaso, o Papa mais notável do século IV, veio a falecer em 384. Na chamada Cripta dos Papas, por ele explorada nas Catacumbas de S. Calisto, no fim de uma longa inscrição, escreveu: "Aqui eu, Dâmaso, desejaria mandar sepultar os meus restos, mas tenho medo de perturbar as piedosas cinzas dos santos". Humildade e discrição de um Papa verdadeiramente santo, que de fato preparou para si a sepultura longe, num local solitário, à margem da Via Ardeatina.

São Dâmaso, rogai por nós!

Fonte: Cação Nova

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Para que estamos no mundo?


Estamos no mundo para conhecer e amar a Deus, para fazer o bem segundo a Sua vontade e um dia ir para o Céu [1-3, 358]

Ser pessoa humana significa vir de Deus e ir para Deus. Nós vimos de mais longe que dos nossos pais. Nós vimos de Deus, do qual provém toda a felicidade do Céu e da Terra, e somos esperados na Sua eterna e ilimitada bem-aventurança. Entretanto, vivemos neste mundo. De vez em quando, sentimos a proximidade do nosso Criador; frequentemente, não sentimos mesmo nada. Para encontrarmos o caminho, Deus enviou-nos o Seu filho, que nos libertou do pecado, nos salvou de todo mal e nos conduz infalivelemente à verdadeira Vida. Ele é "o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6).

Fonte: Youcat

Santo do dia: São Melquíades


Hoje nos deixamos atingir pela santidade de vida de um Papa que buscou no Pastor Eterno e Universal toda a graça que necessitava para ser fiel num tempo de transição da Igreja. São Melquíades, de origem africana, fez parte do Clero Romano, até que em 310 faleceu o Papa Eusébio e foi eleito sucessor de São Pedro.

No período de seu governo, Melquíades sofreu com a perseguição aos cristãos pelo Imperador Máximo. Esta perseguição só teve um descanso quando Constantino venceu Máximo na histórica batalha em Roma (312) a qual atribuiu ao Deus dos cristãos. Com isto, surgiu o Edito de Milão em 313, concedendo a liberdade religiosa; assim, São Melquíades passou do Papa da perseguição para o Papa da liberdade dos cristãos.

Durante os quatro anos de seu Pontificado, as piores ameaças nasceram no interior da Igreja com os hereges. São Melquíades foi grande defensor da Fé, por isso combateu principalmente o Donatismo, que contestava a legitimação da eleição dos ministros de Deus e fanaticamente se substituía a qualquer autoridade.

Aproveitou Melquíades, a liberdade religiosa para organizar as sedes paroquiais em Roma e recuperar os bens da Igrejas perdidos durante a perseguição. São Melquíades através da Eucaristia semeou a unidade da Igreja de Roma com as demais igrejas. Entrou no céu em 314 e foi enterrado na Via Ápia, no cemitério de Calisto. Do Doutor Santo Agostinho, São Melquíades recebeu o seguinte reconhecimento: "Verdadeiro filho da paz, verdadeiro pai dos cristãos". 

São Melquíades, rogai por nós!

sábado, 8 de dezembro de 2012

O que tem a minha fé a ver com a Igreja?

Ninguém pode crer só para si mesmo, como também ninguém consegue viver só para si mesmo. Recebemos a fé da Igreja e vivemo-la em comunhão com todas as pessoas com quem partilhamos a nossa fé. [166 - 169, 181]

A fé é aquilo que a pessoa tem de mais pessoal, mas não é um assunto privado. Quem deseja crer tem de poder dizer tanto "eu" como "nós", pois uma fé que não possa ser partilhada e comunicada seria irracional. Cada crente dá o seu consentimento ao credo da Igreja. Dela recebeu a fé. Foi ela que, ao longo dos séculos, lhe transmitiu a fé, a guardou de adulterações e a clarificou constantemente. Crer é, portanto, tomar parte numa convicção comum. A fé dos outros transporta-me, como também o fogo da minha fé incendeia os outros e os fortalece. O "eu" e o "nós" da fé remetem-nos para os dois símbolos da fé da Igreja, pronunciados na Liturgia: o Símbolo dos Apóstolos, que começa com "eu creio", Credo, e o grande Símbolo Niceno-Constantinopolitano, que, na sua forma original, começava com credimus("nós cremos").


Fonte: Youcat

Santo do dia: Nossa Senhora da Imaculada Conceição


Mais do que memória ou festa de um dos santos de Deus, neste dia estamos solenemente comemorando a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos.

Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant'Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: "Ó Mariaconcebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". 

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: "Maria isenta do pecado original".

A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: "Eu Sou a Imaculada Conceição". 

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

É HOJEEE!


O tão esperado ''CLJ é TRI'' é hoje a noite as 21 horas na Paroquia São José.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Por que procuramos Deus?

Deus colocou no nosso coração um desejo: procurá-lO e encontrá-lO. Santo Agostinho diz: "Tu criaste-nos para Ti e o nosso coração está irrequieto até encontrar até encontrar o descanso em Ti." A este desejo de Deus chamamos Religião [27-30]

A busca de Deus é natural na pessoa humana. Toda a sua aspiração pela verdade e pela felicidade é, no fundo, uma busca daquilo que a sustenta absolutamente, que a satisfaz absolutamente, que a torna absolutamente útil. Uma pessoa só está totalmente consigo própria quando encontrou Deus. "Quem procura a verdade procura Deus, seja isso evidente ou não para ele." (Santa Edith Stein)

Fonte: Youcat

Em busca da felicidade

'O maior inimigo da felicidade é a superficialidade'

O comportamento humano é algo misterioso que me cativa desde sempre. Lembro-me de que, quando era criança e viajava, gostava de ficar olhando as casas ao longo da estrada e imaginando quem morava nelas e como era a vida daquelas pessoas. Os anos se passaram e mudei até de país, mas isso não mudou. Continuo gostando de observar as pessoas, é com elas aprendo diariamente muitas lições de vida. Encanta-me o fato de, mesmo tendo chegado aos 7 bilhões de habitantes no planeta, não existir ninguém igual a ninguem. Quanto mais a tecnologia avança nas decobertas científicas, tanto mais fica claro o quanto o ser humano é complexo, misterioso e encantador.

Se ficamos parados em um ponto onde circulam muitas pessoas por exemplo, rapidamente identificamos diversos tipos de comportamento. Vemos pessoas apressadas, sorridentes, pessoas serenas, alegres e também pessoas sérias, tristes e preocupadas. Em qual dos grupos você se encontra hoje?

E como se não bastasse o fato de sermos diferentes uns dos outos, também mudamos constantemente de comportamento e isso nos faz ainda mais misteriosos. Há dias em que tudo paresse colorido ao nosso redor, estamos de bem com a vida e conseguimos superar os desafios com facilidade e leveza. Somos gentis, sorrimos à toa, dizemos palavras doces e somos amáveis até com quem nos tenta ofender. Mas nem sempre é assim, também existem aqueles dias em que tudo parece nublado, cinzento e uma “certa” angústia no fundo da alma vai como que roubando nosso sorriso e o gosto pela vida. É preciso ter calma e lembrar que tudo é passageiro. Os dias coloridos e os dias cinzentos passam, a vida, no entanto, segue seu rumo e entre um compromisso e outro, muitas vezes, sem perceber porque tivemos esta ou aquela reação, vamos nos superando e tentando vencer dia após dia. Falta-nos tempo para nos interessarmos por nós mesmos e mais ainda pelas pessoas, o que, na verdade, creio ser essencial para a nossa felicidade.

É certo que nossa vida corrida nos impede de gastar mais um minuto ouvindo aquele que tanto necessita falar de suas dores, ou olhar nos olhos do porteiro quando dizemos: "bom dia", mas é preciso atenção. A pressa, característica dos nossos tempos modernos, tem nos aproximado de um dos maiores inimigos da felicidade: a superficialidade.

Certamente aí onde você está agora, basta acionar um botão para mudar muitas coisas. A tecnologia está por todos os lados e facilita as coisas, “aproxima distâncias”, podemos ir de um lado a outro do mundo em um "click". Porém, aqui vale o adágio: “Com gente é diferente”, e precisa ser diferente!

Acredito que o interesse pelos semelhantes deva fazer parte dos nossos projetos, já que, de certa forma, estamos todos interligados. Creio também que a indiferença não será jamais a melhor forma de sobrevivência, muito menos o meio para encontrar a felicidade.

Neste mundo cada um tem uma missão e por mais distinta que ela seja, vamos precisar uns dos outros para a realizar. Aliás você se perguntou porque veio a este mundo? Já parou para pensar sobre isso? Se já viveu a experiencia e não encontrou resposta satisfatória eu recordo que como filhos de Deus, fomos criados sua imagem e semelhança por amor e para amar. Logo nossa principal missão enquanto peregrinos aqui na terra, é amar. É por isso que quanto mais nos afastamos desta meta, mais distantes ficamos da verdadeira felicidade.

O isolamento e o medo de amar, males tão característicos dos nossos dias, leva-nos a optar por relações superficiais e interesseiras que não edificam, antes desgastam a pessoa e destroem sua dignidade de filhos de Deus. Como se não bastasse, o isolamento traz também o estresse, a depressão e tantos outros males. A grande pergunta provável diante desta descoberta será: mas, então, o que devo fazer?

Tenho uma ótima notíca, existem saídas! Tomo a liberdade de apontar-lhe duas: a primeira é o cultivo de relações afetivas intensas e profundas que possam ajudá-lo a encontrar forças e sentido para viver. Não tenha medo de amar verdadeiramente, pois você nasceu para isso e sua felicidade está aí. Não espere ser amado, ame! Vá ao encontro de quem precisa de amor. Asseguro-lhe que não vai precisar andar muito. Nos lares, nos orfanatos, nas esquinas e até dentro de nossas casas existem muitos necessitados de amor.

Já a segunda saída, não menos importante, é o reencontro com Deus e consigo mesmo por meio da espiritualidade. As práticas de piedade, a participação dos sacramentos e, é claro, tudo isso, unido à firme decisão de mudar, vai certamente lhe proporcionar uma vida nova e feliz.

Existem coisas que só você pode fazer por você mesmo... Mas se der os passos Deus estará sempre pronto para ajudá-lo. Lembre-se: a felicidade que você procura passa por suas decisões de hoje, por isso mão à obra.

Criatividade: faz parte do seu mundo. Isso é JMJ!


Mais do que professar a fé, viver uma JMJ é um exercício de criatividade. Afinal, até que este dia chegue,muitos desafios terão de ser superados, como a arrecadação de fundos para a inscrição. Vale de tudo, fazer bazares, juntar os amigos para vender doces ao fim das missas, festivais de sorvete, cine-pipoca, dentre outras ideias.


Fonte: Rio 2013

Marcas dos Símbolos da JMJ na juventude gaúcha


Após ter passado por inúmeras cidades do Rio Grande do Sul, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora serão agora acolhidos pelos países do Conesul. Depois, os símbolos da JMJ retornam ao Brasil, chegando ao Estado de Santa Catarina.

Durante o mês de novembro, foi possível ver e sentir na pele a fé e a força da juventude cristã gaúcha. A passagem dos símbolos da JMJ no solo rio-grandense mostrou a face jovem da igreja com sua alegria, entusiasmo, dinamismo e criatividade. Foram tantos momentos diferentes de manifestações da juventude. Grandiosos eventos, com participação em massa do povo de Deus. Marcantes e insubstituíveis momentos de peregrinação e oração junto aos doentes, aos dependentes químicos, aos encarcerados. Os jovens também levaram a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora como símbolos de esperança a lugares onde a sociedade vive realidades de opressão e marginalidade.

Multidões foram cativadas pelo simbolismo da Cruz de Jesus e pela imagem de Maria, mãe da Igreja, carregados pelos braços fortes de nossos jovens. As emoções transbordaram os corações de todos com muita alegria, devoção e amor.

Toda essa mobilização demonstra que a juventude deseja viver experiências de Igreja, de amor e fraternidade. Deseja fazer a diferença e levar uma mensagem de fé e esperança aos necessitados. Neste novembro de 2012 a juventude gaúcha fez história, peregrinando caminhos jamais imaginados pelos nossos pais e avôs. E mais, mostrou um novo jeito de ser cristão.

Os jovens demonstraram que são organizados, unidos e participativos. Eles não temem desafios e querem ser presença constante em suas paróquias. Querem levar a mensagem de Jesus a outros jovens, cantar e animar as liturgias, rezar profundamente e ser respeitados na sua caminhada como discípulos de Deus.

Ficam na lembrança tantos momentos especiais de encontro com Cristo através do riso e da lágrima do irmão, do toque da Cruz em nossos corações. As marcas da passagem dos símbolos da JMJ no Rio Grande do Sul são sinais de Deus gravados na alma de cada um de nós.

Fonte: Eaí?Tche!

Santo do dia: Santo Ambrósio


Hoje fazemos memória em toda a Igreja de Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja. De nobre e distinta família romana, nasceu provavelmente em 339, em Tréviros, onde seu pai exercia o cargo de prefeito das Gálias. A mãe ficou viúva muito cedo e voltou a Roma com três filhos: Marcelina, que se consagrou a Deus e tomou o véu das virgens; Sátiro, que morreu em 378, depois de exercer altos cargos do Estado; e Ambrósio, o último, que seguiu a carreira diplomática, tradicional na família. Ambrósio desde cedo aprendeu a alimentar as virtudes cívicas e morais, ao ponto de ter sido governador da Emília, do Lácio e de Milão, antes de ser Bispo. Estudou Direito antes de estudar Teologia.

A mãe de Ambrósio devia ser cristã praticante e generosa. O Papa Libério (352-366) impôs pessoalmente o véu à filha dela, Marcelina, e parece que visitava a casa da nobre senhora romana. Todos da família beijavam a mão de Libério. Ambrósio, ainda criança, depois de se despedir do Pontífice, tratou de imitá-lo e estendeu a mão aos criados e à irmã, para que a beijassem. Marcelina recusou-a com bons modos mas ele respondia: "Não sabes que eu também hei-de ser Bispo?" Dizia então Ambrósio, por brincadeira, mais do que sabia. No entanto, era para isso que a Divina Providência o destinava. Ambrósio era governador de Milão. Com a morte do Bispo de Milão, chamado Ariano, Ambrósio foi para a eleição do novo Bispo, a fim de evitar grandes conflitos. Em meio a confusão, de repente uma criança grita: "Ambrósio, Bispo!". O Clero e o povo aderiu e todos aclamaram:"Queremos Ambrósio Bispo!". O povo teve que teimar durante uma semana, até que vendo nisto a voz de Deus, Ambrósio que ocupava alto cargo no Império Romano e somente era catecúmeno, cedeu a vontade do Senhor. O 1° Concílio de Niceia (325) tinha proibido que subisse ao Episcopado qualquer neófito. Mas o Papa e o Imperador aprovaram a eleição. Depois de batizado, foi ordenado sacerdote e logo em seguida Bispo de Milão. Tudo isso no ano de 374.

Providencialmente usou as qualidades de organizador e administrador para o bem da Igreja, podendo assim atuar no campo pastoral, político, doutrinal, litúrgico, ao ponto de merecer o título de grande Doutor e Padre do Cristianismo no Ocidente. Sua figura política ficou marcante, principalmente quando aplicou ao Imperador uma dura penitência pública comum, pois teria Teodósio consentido uma invasão à cidade de Tessalônica, que resultou na morte de muitos. À Imperatriz Justina, que desejou restaurar a estátua da deusa Vitória, opôs-se valentemente enquanto viveu. Santo Ambrósio, como homem de Deus, partilhou sua riqueza material e espiritual com o povo; jejuava sempre; pai carinhoso e tão grande orador que teve papel importante na conversão de Santo Agostinho. Deixou muitos escritos e morreu com 60 anos no ano de 397, após 23 anos de serviço ao seu amado Cristo, com estas palavras: "Não vivi de tal modo que tenha vergonha de continuar vivendo; mas não tenho medo de morrer, porque temos um Senhor que é bom". 

Santo Ambrósio, rogai por nós!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Por que cremos em um só Deus?


 

Cremos em um só Deus porque, segundo o testemunho da Sagrada Escritura, há um só Deus, e também porque, segundo as leis da lógica, só pode haver um. [200-202, 228]

Se houvesse dois deuses, um seria a fronteira do outro. Nenhum dos dois seria infinito; nenhum, perfeito. Portanto, nenhum seria Deus. A experiência fundamental de Deus feita por Israel está assim expressa: "Escuta, Israel! O Senhor nosso Deus é único." (Dt 6, 4). Os profetas exortavam continuamente a deixar os falsos deusses e a virar-se para o único Deus: "Eu sou Deus e mais ninguém." (Is 45, 22)

Fonte: Youcat

A infância de Jesus segundo Bento XVI


Ao começar o Advento, a Igreja e a sociedade recebem o livro escrito por Bento XVI sobre a infância de Jesus.  Trata-se de uma meditação teológica.  Ninguém poderá lê-lo sem entrar no ritmo de oração que o atravessa do início ao fim e que convida a contemplar o Mistério de Jesus de Nazaré, filho de Maria e filho de Deus, salvador e redentor do mundo.
A intenção do autor não é tanto comentar, com erudição e estilo refinado, os fatos do passado, mas sim conduzir o leitor em direção a uma atualização da mensagem de salvação que os Evangelhos da infância de Cristo  trazem e revelam.  Alguns pontos são extremamente significativos no texto. 
O tema da origem de Jesus aparece como inseparável da  revelação feita a Israel, da qual Jesus é a culminância. Deste modo, o Papa demonstra com clareza a importância da Bíblia judaica e do povo de Israel, no seio do qual nasceu o Salvador. Todo o desenvolvimento do mistério da encarnação, vida, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré acontecerá em continuidade com a revelação feita ao povo de Deus através da boca dos profetas e que se exprime na espera do Messias.  De outro lado, o texto demonstra que a genealogia de Jesus apresenta um novo início, em Maria, com a qual termina e é relativizada toda a genealogia.  
A humilde moça de Nazaré, Maria, prometida a um homem justo de nome José, é portanto aquela na qual advém um novo início para a humanidade.  Nova Eva, é nela que o fato de ser uma pessoa humana recomeça de modo novo.  A raiz última e definitiva daquilo que encarna a presença de Deus no mundo se encontra “no alto”, em Deus que está na origem de todo ser.  E também no corpo fecundo de Maria de Nazaré. 
O livro abre diante do leitor a afirmação, bela e surpreendente ao mesmo tempo, de que em Jesus a humanidade recomeça.  A genealogia descrita nos Evangelhos exprime, de fato, uma promessa que não diz respeito somente à família ou ao povo no qual Jesus nascerá, mas à humanidade inteira.  Jesus assume em si toda a humanidade, toda a história da humanidade, e “lhe dá um novo giro, decisivo, em direção a um novo ser pessoa humana”. 
A origem de Jesus se torna, então, a origem de todo homem e toda mulher que vem ao mundo.  Sua origem é nossa origem.  E Bento XVI o reafirma:  nossa verdadeira “genealogia” é a fé em Jesus, que nos faz nascer “de Deus”. 
Maria aparece ressaltando em sua pessoa as atitudes próprias do crente frente ao fato único da presença de Deus que se aproxima e se propõe.  É à sua liberdade de pessoa, de mulher, de crente, que se dirige a saudação do anjo, que a chama “cheia de graça” e a convida a alegrar-se.
 Maria dá uma resposta livre e confiante, mas não irracional.  Interpelada pelo anúncio do anjo, Maria procura compreender e permanece senhora de si.  E esta escuta honesta e obediente leva ao “sim” incondicionado daquela que se declara “a serva do Senhor”. Maria não conhece o futuro, mas conhece o seu Deus e não tem medo, crendo na palavra do anjo que lhe disse: “Não temas”. 
Parece-me extremamente importante que Bento XVI, após haver apresentado o anúncio a Maria,   dê grande relevo também ao anúncio feito a José justo, fiel, crente, que “na lei do Senhor encontra sua alegria”, para o qual a lei “se torna espontaneamente ´evangelho´, boa notícia”, e que recebe também o anúncio do anjo, mas em sonho. 
A Maria e a José o anjo diz não ter medo.  O anúncio é dom e também tarefa.  Acolhendo-o, José se fará cargo do menino que nascerá da mulher que ama e que não lhe pertence.  Ele o amará e o protegerá e o chamará Jesus. 
Graças à obediência livre de Maria, sustentada pela de José, tem então lugar na história a nova criação.  Evento universal, que, no entanto, se dá, muito concretamente como diz o Autor, em “um tempo exatamente datável” e em “um ambiente geográfico exatamente indicado: o universal e o concreto se tocam de perto.“ 

Chegando ao capítulo no qual propõe a reflexão sobre o nascimento de Jesus, o Papa chama a atenção sobre o fato de que Jesus nasce em um espaço “outro”, porque não havia espaço para ele. Por este motivo, sua mãe o acomoda em uma manjedoura.  Bento XVI, com grande sensibilidade, faz notar:  “Para o Salvador do mundo, para Aquele em vista do qual todas as coisas foram criadas (cf. Col 1,16), não há lugar”.  Deste modo, o Papa sublinha o mistério da pessoa de Jesus, portador de uma certa contradição: é o impotente, o sem lugar, e no entanto é Ele o verdadeiro poderoso; apresenta-se como um menino indefeso, mas neste menino repousa a salvação do mundo inteiro. 
Os capítulos seguintes mostram o menino crescendo em sabedoria e graça.  É obediente a seus pais, mas não hesita em colocar em primeiro lugar a obediência a Deus, a quem chama de Pai. Sua liberdade não é “a liberdade do liberal” mas a do Filho.  Em sua pessoa se  conciliam liberdade e obediência. 

O Santo Padre termina seu livro sublinhando a verdadeira humanidade de Jesus: “Enquanto homem, Ele não vive em uma abstrata onisciência, mas se radica em uma história concreta, em um lugar e um tempo, nas várias fases da vida humana, e daí recebe a forma concreta do seu saber.  Assim aparece aqui, de um modo muito claro, que Ele pensou e aprendeu de maneira humana. 
Àquele que é verdadeiro homem e verdadeiro Deus, o Papa nos convida então, através de seu livro, a abrir um espaço.  Preparando-nos para celebrar a grande festa do Natal, este livro pode ajudar em modo muito profundo a abrir em nós um espaço, a fim de que o Salvador possa nascer e manifestar-se em um mundo como o nosso, que tanto necessita de seu Evangelho. 

Fonte: Rio 2013

Fé: Faz parte do seu mundo. Isso é JMJ


Qual o tamanho da sua fé? Já pensou em ser discípulo e missionário, indo a várias partes do mundo para evangelizar?O lema da JMJ Rio2013, ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19) é um chamado para os jovens cristãos. 

Fonte: Rio 2013

2012 e o 'fim do mundo'


Iniciamos o ano de 2012. Ano frequentemente presente nos últimos meses na grande mídia (páginas web, redes sociais, e inclusive nas telas de cinema), especialmente por conta de supostas profecias que preveriam o fim do mundo para os seus dias. A esta data se chegou por intermédio de um complexo emaranhado de conjecturas que levariam a crer que o fim dos tempos coincidiria com o fim do calendário Maia, ou seja, em dezembro deste ano.

Afinal, há real motivo para nos preocuparmos?

Em primeiro lugar, há que se dizer que tais supostas profecias não constituem novidades na história da humanidade. Ao longo dos séculos foram muitos os pseudoprofetas que alardearam um fim do mundo iminente gerando grande inquietação entre os mais crédulos. Perderíamos a conta se fôssemos averiguar quantas vezes o “mundo já acabou”. Na própria época em que o Senhor estava em carne mortal em meio a nós, já existiam tais suposições. A resposta de Cristo? “Daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Mc 13,32).

Um cristão não deve se preocupar com estas supostas previsões, pois o mesmo Senhor, que nos revelou todo o necessário para nossa salvação e felicidade, quis preservar no mistério de Deus o dia e a hora em que este mundo teria fim. Como afirma o Catecismo da Igreja Católica (cf. n. 65), em Cristo o Pai nos disse tudo. Não haverá outra revelação além dessa. E o grande doutor místico espanhol, São João da Cruz, afirmava em sua “Subida ao Monte Carmelo”: «Ao dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é a sua Palavra - e não tem outra – [Deus] disse-nos tudo ao mesmo tempo e de uma só vez nesta Palavra única e já nada mais tem para dizer. [...] Porque o que antes disse parcialmente pelos profetas, revelou-o totalmente, dando-nos o Todo que é o seu Filho. E por isso, quem agora quisesse consultar a Deus ou pedir-Lhe alguma visão ou revelação, não só cometeria um disparate, mas faria agravo a Deus, por não pôr os olhos totalmente em Cristo e buscar fora d'Ele outra realidade ou novidade».

O Magistério da Igreja, seguindo os passos de seu Fundador, decretou em 1516, no V Concílio de Latrão: “Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão, incumbidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinado juízo. Com efeito, a Verdade diz: 'Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade'. Consta que os que até hoje ousaram afirmar tais coisas mentiram e, por causa deles, não pouco sofreu a autoridade daqueles que pregam com retidão. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura, nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjecturas vãs ou despropositadas. Cada qual deve, segundo o preceito divino, pregar o Evangelho a toda criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes, a paz e a caridade mútua, tão recomendada por nosso Redentor.”

Sabemos, pela fé, que este mundo não é definitivo, e cremos, como rezamos frequentemente no Símbolo Apostólico, que o Senhor voltará glorioso para julgar vivos e mortos. E qual deve ser nossa atitude enquanto Ele não aparece em Sua glória? É o próprio Senhor quem nos responde: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” (Mt 24,42). Essa deve ser, portanto, a nossa atitude: a de espera. É justamente por isso que o fim do mundo jamais deverá surpreender a um fiel cristão, que não pode temer nem a vida, nem a morte. Para ele, o fim do mundo não será uma surpresa, pois ele o espera. Espera ansiosamente o encontro final com o Senhor de sua vida, a alegria sem fim, fruto da contemplação face a face do Amado de nossas almas. Os primeiros cristãos, nossos pais na fé, desejavam ardentemente essa vinda do Senhor ao suplicarem: "Vem, Senhor Jesus!" (cf. Ap 22,20).

A esperança cristã, no entanto, não nos faz desentendermos das coisas desta terra. Ao contrário, pelo fato de esperamos novos céus e nova terra, trabalhamos intensamente para estar preparados para este dia. Diante da consciência de que este mundo - tal qual conhecemos - não durará para sempre, somos interpelados a aproveitar ao máximo cada segundo que a paciência de Deus nos concede, para nos convertermos à Sua santa vontade. Na realização livre dos planos que o Todo-poderoso sonhou desde sempre para cada um de nós está a nossa felicidade, e, em definitiva, é só isso o que importa: querer o querer de Deus.

Certa vez os amigos de um jovem santo - dizem que foi São Luiz Gonzaga - perguntavam entre si o que fariam se soubessem que o mundo acabaria naquele exato momento. As respostas foram muitas: um buscaria confessar-se o quanto antes, o outro procuraria reconciliar-se com os seus familiares, etc. A resposta do santo? “Continuaria jogando, como estou fazendo agora”. Essa tranquilidade é consequência de saber-se em cada momento na vontade de Deus. Quem nela está não se preocupa se o mundo terminará hoje ou amanhã, pois em cada momento está preparado, esperando ansiosamente o encontro último com seu Senhor.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

FALTA POUCO


Juventude é o tema da CF 2013


Introdução
Temos o Texto – Base da Campanha da Fraternidade para o ano de 2013. Nele a Igreja manifesta como solicitude “olhar a realidade dos jovens, acolhendo-os com a riqueza de suas diversidades, propostas  e potencialidades, entendê-los e auxiliá-los neste contexto de profundo impacto cultural e de relações mediáticas; fazer-se solidária em seus sofrimentos e angústias, especialmente junto aos que mais sofrem com os desafios desta mudança de época e com a exclusão social: reavivar-lhes o potencial de participação e transformação”.  Nesta visão deve ser entendido e trabalhado o  tema “Fraternidade e Juventude”. Será assunto obrigatório em todas as comunidades  na quaresma em 2013. 

Lema: “Eis-me aqui! Envia-me”
O lema se inspirado em Isaías 6,8: “Eis-me aqui! Envia-me!”.  Dom Leonardo Steiner, Secretário Geral da CNBB, afirma: A Igreja no Brasil deseja, no contexto do Ano da Fé, “repropor Juventude como tema da Campanha, nesse tempo de mudança de época, desejando refletir e rezar com os jovens, apresentando-lhes o Evangelho como sentido de vida e, ao mesmo tempo, como missão”. 

Ide e fazei discípulos entre todas as nações
A CF de 2013 anuncia e prepara  a Jornada Mundial da Juventude. Assume como desafio o espírito missionário da Jornada Mundial da Juventude (JMJ 2013),escolhido pelo Papa Bento XVl, Ide e fazei discípulos entre todas as nações (cf. Mt 28,19). A Igreja quer que os jovens sejam verdadeiros missionários e missionárias no sentido de jovens evangelizando jovens: “Eis-me aqui! Envia-me!”.

Objetivo Geral
A Igreja conta com essa força evangelizadora dos jovens e ousacolocar como  Objetivo Geral da CF de 2013 é “Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz”. 

Objetivos específicos
Para serem essa força evangelizadora e transformadora, a Igreja tem consciência que os jovens precisam ser preparados e enviados, por isso, assume como  objetivos específicos: 1) Propiciar aos jovens um encontro pessoal com Jesus Cristo a fim de contribuir para sua vocação de discípulo missionário e para a elaboração de seu projeto pessoal de vida;  2) Possibilitar aos jovens uma participação ativa na comunidade eclesial, que lhes seja apoio e sustento em sua caminhada, para que eles possam contribuir com seus dons e talentos;  3) Sensibilizar os jovens para serem agentes transformadores da sociedade, protagonistas da civilização do amor e do bem comum.


O Texto-Base da Campanha é dividido em quatro partes
VER 
Contexto atual: ◦ Mudança de época que altera muito os paradigmas. Diversidade de novas visões do mundo e da vida.  Estamos na transição de uma cultura para outra. A cultura estável não responde ao atual momento histórico. 

A primeira parte com o título “Fraternidade e Juventude” abrange tópicos como: a) o impacto da mudança de época; b)a substituição do papel exercido pelos pais e pela escola pelos meios de comunicação de massa; c) a fragilização dos laços comunitários; d) a banalização e negação da vida; e) o surgimento e influência da cultura midiática; f) as redes sociais e o risco de o jovem querer e necessitar estar sempre conectado; g) as novas gerações querem ser ativas na Igreja; h) as formas associativas dos jovens; i) pluralismo de grupos entre jovens; j) as desigualdades entre os jovens; k) políticas públicas para a juventude etc.

JULGAR
“Eis-me aqui, envia- me!” Aprofundar o tema da juventude à luz das Sagradas Escrituras, da Tradição e do Magistério da Igreja. Os jovens são as pessoas mais sensíveis. Por intermédio da Igreja e pelos sinais dos tempos, Deus nos mostra a realidade juvenil atual.  Ele nos mostra a potencialidade inerente à juventude, bem como o que ainda está em desarmonia com a vida plena anunciada por Cristo.

A segunda parte aborda os seguintes itens: a) jovens nas Sagradas Escrituras: A Palavra de Deus e a história da Igreja apresentam vários testemunhos de jovens que, valorizados e chamados por Deus, assumiram sua vocação de missionários da vida plena em contextos não condizentes ao projeto de Deus; b) Maria presença educativa; c) os discípulos João, Marcos e Paulo; d) jovens na história da Igreja; e) jovens como seguidores de Cristo, na experiência de encontro, pois, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida para os jovens ; f) o jovem discípulo assume a missão, por isso, está no coração da Igreja; g) a opção afetiva e efetiva pelos jovens que são lugar teológico no horizonte do Reino; h) a presença da Igreja no Brasil na pastoral junto aos jovens; e i) a Igreja aposta no jovem e no seu protagonismo e compromisso na sociedade dos jovens.

A vertente principal dessa segunda parte é Jesus Cristo Jovem que vai ao encontro dos jovens. Torna-se imprescindível, cada vez mais, caminhar com os jovens e refazer com eles a experiência de Jesus.

AGIR
A terceira parte oferece indicações para ações transformadoras. Afirma que a Igreja precisa dos jovens e que eles devem receber uma acolhida afetiva e efetiva por parte da Igreja. Insiste que a sociedade precisa nesta mudança de época aproximar-se do mundo jovem. Nesta parte do Texto-Base titulado “Abrir-se ao novo” o texto fala muito sobre “recriar”. Os jovens precisam recriar: a) o sentido da existência e da realidade; b) as relações significativas com Deus; c) as relações afetivas e a vida comunitária; d) as relações de gratuidade para uma postura afetivo-construtiva; e) as relações e o compromisso nesta mudança de época; f) o dinamismo de transformação da sociedade; g) relações de respeito e de integração com o meio ambiente; e h) a razão para além da razão instrumental. O Texto-Base também enfatiza a importância do encontro pessoal do jovem com Cristo; da catequese de iniciação cristã; do estudo do Catecismo da Igreja Católica; do diálogo entre fé e razão e do diálogo inter-religioso etc.

A terceira parte também oferece pistas de ação, lembrando que tudo começa com o converter-se aos jovens que implica numa conversão pastoral como atitude de autoavaliação e de coragem para mudar as estruturas pastorais obsoletas da Igreja, para que ela seja, cada vez mais, geradora de discípulos missionários comprometidos com a vida de todos. Daí a importância da valorização da família como células da sociedade; da formação humana-afetiva dos jovens; do estudo das artes (música, teatro, esportes, dança etc.) pelos jovens; do estudo e análise da conjuntura atual do mundo; da realização de projetos missionários; do reconhecer e favorecer o protagonismo juvenil na cultura midiática; da promoção de oficinas sobre como utilizar as novas tecnologias; da participação da Campanha Nacional Contra a Violência; e da participação em manifestações em prol da vida etc.

A quarta parte do Texto-Base tem como título “Gesto Concreto” e afirma: “A Campanha da Fraternidade se expressa concretamente pela oferta de doações em dinheiro na coleta da solidariedade, realizada no Domingo de Ramos
Segundo o Texto-Base: “Os recursos arrecadados serão destinados preferencialmente a projetos que atendem aos objetos propostos pela CF 2013, como o foco voltado para ações que se revertem em benefícios aos jovens das nossas comunidades”.

Cronograma da CF 2013
No dia 23 de fevereiro de 2013, na Quarta Feira de Cinzas, o lançamento da CF2013 “Fraternidade e Juventude”. 
A realização da Campanha será de 13 de fevereiro a 24 de março de 2013.
No Domingo de Ramos, dia 24 de março de 2013 haverá a Coleta Nacional da Solidariedade.”. O integral das coletas deve ser encaminhado à respectiva diocese. A Diocese, por sua vez, encaminhará 40% do total da coleta para o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) e  60% para o Fundo Diocesano de Solidariedade. 

 A avaliação da Campanha ocorrerá de abril a junho de 2013: Paroquial (de 8 a 21 de abril), Diocesano (de 22 de abril a 19 de maio), e Regional (de 20 de maio a 16 de junho).

Conclusão
“A Igreja, para cumprir sua missão neste período de mudança de época, percebe a necessidade de uma autêntica conversão pastoral, o que se aplica especialmente à evangelização dos jovens. Certamente, é necessário um esforço dos que trabalham com os jovens para: revisar os métodos, adaptar a linguagem, inserir nas ambiências virtuais e midiáticas. É preciso também dialogar com as pastorais, grupos de jovens, novas comunidades, valorizando-as em suas propostas, suprir suas necessidades e conceder-lhes espaço para a participação ativa nas comunidades, pois suas experiências enriquecem a Igreja, ao trazer novos desafios e novas perspectivas”.

Fonte: Eaí?Tche!

Semana Missionária no RS


Em 1997 na JMJ de Paris, em caráter opcional, como uma valiosa ocasião para incluir algo a mais nas dioceses no caminho de preparação para a JMJ e dar aos jovens peregrinos a possibilidade de partilhar com as comunidades locais momentos de oração, festa e “turismo” nasceu a chamada “Dias nas Dioceses”, que objetiva, ainda favorecer a juventude mundial conhecer um pouco mais das igrejas locais, através da troca de experiência e enriquecimento da fé, conhecendo a cultura e os costumes locais. Isto acontece nos dias que antecedem a JMJ para facilitar o ingresso dos jovens peregrinos no país de acolhida. No Brasil, foi sugerido e o Pontifício Conselho para os Leigos acolheu, este período será chamado de SEMANA MISSIONÁRIA.

A Semana Missionária favorece tudo aquilo que já era proposto pelos Dias nas Dioceses, porém é enriquecida com o viés da Missão. O jovem estrangeiro não vem só para participar, mas para contribuir no processo evangelizador da juventude. Jovens evangelizando e sendo evangelizados por jovens.

A semana não será realizada somente nas cidades que acolherão peregrinos estrangeiros, mas todas as Dioceses no Brasil estarão realizando uma missão voltada para a juventude, independente de participarem ou não da JMJ no Rio de Janeiro. O projeto é ousado, mas é puramente pastoral. Não podemos deixar a oportunidade de evangelizar a juventude brasileira passar despercebida. A JMJ, em todas as suas edições, foi um marco para a articulação, crescimento e organização da Pastoral Juvenil.

No Rio Grande do Sul as dioceses pretendem acolher mais de 41 mil peregrinos.

De que modo Deus é "Pai"?


Veneramos Deus, antes de mais, por ser Pai, porque Ele é o Criador e Se encarrega das suas criaturas cheio de amor. Além disso, Jesus, o Filho de Deus, ensinou-nos a considerar o Seu Pai como nosso Pai, e a abrodá-l'O mesmo como "Pai nosso". [238-240]

Diversas religiões pré-cristãs conheciam já o título divino de "Pai". Antes de Jesus, Deus já era abordado em Israel como Pai (Dt 32, 6; Ml 2, 10), e sabia-se também que Ele era como uma Mãe (Is 66, 13); o pai e a mãe representam, na experiência humana, a origem e a autoridade, a proteção e o sustento. Jesus mostrou-nos como Deus é realmente Pai: "Quem me vê, vê o Pai." (Jo 14, 9) Na parábola do filho pródigo (Lc 15, 11-32), Jesus toca no profundo desejo humano de um Pai misericordioso. 

Fonte: Youcat