quarta-feira, 28 de abril de 2010

10 passos para a leitura orante da Bíblia

1- Iniciar, invocando o Espírito Santo.

2- Leitura lenta e atenta ao texto.

3- Momento de silêncio interior, lembrar o que leu.

4- Ver bem o sentido de cada frase.

5- Atualizar e ruminar a palavra, ligando-a com a vida.

6- Ampliar a visão, ligar o texto com outros textos bíblicos.

7- Ler de novo, rezando o texto e respondendo a Deus.

8- Formular um compromisso de vida.

9- Rezar um salmo apropriado.

10- Escolher uma frase como resumo para memorizar.

O sinal da cruz

"O Verbo se fez Carne e habitou entre nós". "Veio para o que era seu e os seus não O receberam" E Ele foi crucificado. Por isso, o sinal do cristão é o sinal da cruz. É pelo Batismo que nos tornamos cristãos. Somos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Somos batizados em nome da Santíssima Trindade. Por isso o sinal da cruz é uma profissão de fé. Fé na Santíssima Trindade, fé no mistério da Encarnação e da Redenção.

O sinal da cruz deve ser bem feito. Com consciência, com fé e amor. Pois é um ato bonito e faz bem a quem o faz e aos outros também

O sinal da cruz é feito da seguinte forma: com a mão direita, levando-a da testa ao peito e do ombro esquerdo ao direito, pronunciando-se, ao mesmo tempo: "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém." Isto significa benzer-se.
Persignar-se é, com o polegar direito, fazer um pequeno sinal da cruz na TESTA, outro na BOCA e outro no PEITO, enquanto se pronuncia: "Pelo sinal da santa cruz, livrai-nos Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos". Nossos inimigos, quase sempre, estão dentro de nossa cabeça, como também em nossa própria boca e coração.
A cruz na TESTA nos deve levar a bons pensamentos, puros e nobres.
A cruz na BOCA é para nos livrar da gula, do excesso de apego a coisas inferiores, como, também, preservar nossa língua de toda a maldade e toda a mentira.

A Cruz no CORAÇÃO, nos deve levar a ter um coração regido pela lei do Senhor, lei que Santo Agostinho tenta resumir nesta frase: "Ama e faze o que quiseres". Mas cuidado, muitos falam de amor, inclusive os que confundem amor com luxúria, liberdade com libertinagem, paz com acomodação, equilíbrio com mediocridade.

Santo Agostinho disse aquela frase ("Ama e faze o que quiseres"), admitindo um caráter em que a parte espiritual domine. Esta frase se aplica a pessoas inteiramente libertas, libertas pela submissão à Lei do Senhor, à Lei do Senhor que nos pede um coração puro. O Evangelho diz: "Onde está o teu tesouro, está o teu coração". Por isso procuremos "tesouros que as traças não destroem".

Se somos cristãos, procuremos "as coisas do alto". E guardemos puro o nosso coração, "pois dele vêm às fontes da vida". E, então, a nossa capacidade de amar será dilatada. E veremos como é bom ser bom.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Vamos sentir saudades




A nossa querida amiga Fabíola se despediu no último sábado do pessoal do CLJ. A moça vai voltar para a casa dos pais, no interior de Estrela Velha. Apesar da falta que vamos sentir dela, entendemos o motivo de sua partida já que é junto com a sua família que a Fabi vai encontrar a verdadeira felicidade. E é isso que o ser humano sempre está em busca.

Sabemos que sempre estaremos unidos em oração e que a Fabíola sempre vai ser CLJ. Vamos sentir falta do jeito meigo e compreensivo dela e da amizade. Porém, Deus sabe o que faz.

domingo, 18 de abril de 2010

Assista!

CLJ cada vez mais especial

por Emilin Grings

O nosso movimento está a cada encontro se tornando mais forte. Ontem, tivemos 59 jovens, que atentamente ouviram os seminaristas falar sobre vocação. Depois de 7 encontros, tivemos a graça de alcançar tal número. Deus é muito bom mesmo. Só temos a agradecer. Além dos seminaristas,antes no dia 10, tivemos a visita do pessoal de Gravataí que nos proporcionaram um folclore maravilhoso.

Cachoeira, sem dúvida, já é terra de CLJ. Os nossos prezandos se mostram muito empolgados com o movimento. As surpresas estão só começando. A partir da semana que vem tudo muda e fica melhor ainda. Portanto, é importante a presença de todos. Quem nãoi for vai se arrepender.

Fotos

6ª reunião de pré: Sal e Luz



Reencontro em Gravataí

6ª reunião de pré: Sal e Luz

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sexta-feira santa não é dia de peixe

por Emilin Grings

Os preparativos para a Páscoa começam na muito antes da data. Todos pensam nos chocolates e no famoso peixe da sexta-feira santa. A quaresma, para muitos, é o momento de preparação para a festa da Páscoa, não com o sentido de festa cristã e sim de tradição que as pessoas não sabem nem a origem. A morte e ressurreição de cristo é subtituída pelo coelho, figura mais lembrada.

É engraçado. Tem gente que só come peixe na sexta-feira santa. Porquê? É que não pode comer carne. Quem disse que peixe não é carne e que não tem sangue? Já cortaste um peixe alguma vez? Há pessoas que não comem carne vermelha hoje e nem sabem o motivo. Virou um hábito. Tradição mesmo.

Um dia destinado ao jejum e recolhimento se transforma em comilança de peixe. E pior, para acompanhar o peixe nada melhor que vinho. Resultado: sentido da Páscoa totalmente distorcido da crença católica. Tudo vira festa. Aí nem se lembram que o Filho de Deus morreu por nós há mais de dois mil anos. Normalmente quando alguém morre, uma tristeza paira no ar.

Sempre considerei a sexta-feira santa um dia triste. Fui criada no catolicismo. E o dia da Paixão de Cristo sempre foi incomum para mim. Era da Igreja para casa. Não se fazia nada durante essa data, nem trabalhos domésticos, pois é normalmente isso que se faz quando morre alguém próximo da gente.

A medida que fui amadurecendo, percebi que encarar a sexta-feira santa dessa forma era algo restrito a uma pequena parcela da população. Para a maioria é só mais um feriado. A única diferença é que se come peixe. Muitos saem à noite. As boates aproveitam o feriadão para promover muitas festas. Aqui em Cachoeira são três dias consecutivos de baladas.

Porém, são privilegiados os que encontram o verdadeiro sentido da Páscoa na morte e ressureição de Jesus.A Páscoa representa renovação e vitória da vida sobre a morte. Garante a nós vida eterna. Porém para isso disse Jesus:"Ninguém chega ao pai, senão por mim" (Jo 14:6).

Páscoa, a Festa das festas




Muito além de comer peixe e comprar chocolates, ou até mesmo colher chá de macela, a Páscoa é a maior festa do calendário da Igreja Católica. De acordo com a tradição cristã, é o momento de renovação e acreditar que Deus é bom e está perto dos homens na Terra.

É a vitória do bem sobre o mal. Jesus vence a morte e todo o sofrimento por nós. O real sentido da Páscoa está na transformação e na purificação do ser humano, através da ação de Deus que se fez humano e habitou nosso mundo.Jesus morreu na cruz e enfrentou todo o sofrimento em prol da humanidade. Para sabermos que a vida não termina com a morte.

Outra comemoração que acompanha a festa da Páscoa é a instituição do Sacramento da Eucaristia. “]Jesus está presente conosco através do pão e do vinho, presentes na Última Ceia, que aconteceu na Quinta-Feira Santa. Assim, cada vez que, no ritual de consagração da missa, o celebrante mostra a Hóstia e o Cálice, Jesus Cristo se faz presente no altar.


No que diz respeito à questão comercial, é natural do ser humano querer agradar, principalmente às crianças, por meio de presentes. Isso sempre é bom, ainda mais chocolate. Contudo, o que não deve ser esquecido é o valor religioso da data,principalmente, a vitória do bem sobre o mal.

É Páscoa também para quem está doente ou com falta de fé. Esses devem procurar Jesus e trazê-lo para perto de si. Jesus renova a fé e ajuda a enfrentar o que não é bom. A comemoração deve começar no sábado à noite. Na quinta e na sexta-feira e até mesmo no sábado, durante o dia, os cristãos ficam na expectativa. Já no sábado à noite, durante a Vigília, é o momento de alegria da Páscoa. Devemos transbordar felicidade. Agradecer e celebrar a vitória.

O ressuscitado


Por Dom Dadeus Grings

Temos a notícia, única na História humana, de um homem que ressuscitou, tornando-se glorioso. Este fato aconteceu em Jerusalém, na Palestina, há dois mil anos. Conhecemos também seu nome e o acontecimento, porque nos foi transmitido através da Igreja, que não deixa morrer sua memória. E mais ainda: torna-O presente ao longo dos tempos, em cada lugar. Tem uma mensagem de salvação e de vida, ou melhor: Ele mesmo é a salvação.

O nome deste homem singular é Jesus. É anunciado como ressuscitado. Está glorificado junto de Deus. Todos os que creem em seu nome e O acolhem sentem sua vida como uma realidade atual. Ele continua entre nós, saído daquele sepulcro de Jerusalém, no dia que celebramos a Páscoa.

Sua presença é mensagem de paz, de perdão, de reconciliação, de vida plena. S. João, que o conheceu de perto, reconhece que nele havia vida e sua vida é a luz dos homens.

Anunciando a existência deste homem, ressuscitado e glorioso, todos sentimos não só a curiosidade, mas também a necessidade de conhecer algo mais de sua personalidade, de sua história e de sua significação salvífica.

A primeira notícia que recebemos, ou melhor, que nos foi anunciada desde o início da pregação apostólica, é sua paixão e morte, ou seja, o que aconteceu imediatamente antes de sua Ressurreição. Dá, por assim dizer, a razão da Ressurreição e explica sua significação salvífica.

Para ressuscitar foi necessário que Jesus morresse. Não morreu de modo natural. Foi condenado à morte e executado impiedosamente, com toda a crueldade que os homens inventaram. Os evangelistas dedicam enorme espaço de seus escritos a este acontecimento: traído por um dos seus, preso, açoitado, condenado à morte de cruz. Não haveria razão de dedicar tamanha atenção a um evento tão triste e pesaroso, não fosse exatamente para ressaltar a grande mensagem: aquele que foi morto tão ignobilmente está vivo. Ele ressuscitou. Não morre mais.

É glorioso, junto do Pai. A condenação à morte não conseguiu eliminar seus ideais, nem sua memória nem sua vida.

Aí nova curiosidade nos aguça: afinal quem é este homem tão singular? A Igreja, desde os Evangelistas, destaca algumas de suas características. Revela o nome de sua Mãe: Maria. Menciona a escolha dos discípulos, em número de doze, que ele enviou como seus apóstolos, após a ressurreição. Transmite suas pregações, com ênfase nas parábolas; descreve sinais de seu poder sobre-humano. Chamamo-los de milagres.

Diante de tudo isto é óbvia a pergunta: quem é Ele? Jesus faz o teste, inquirindo acerca do que os homens em geral, de seu tempo - e podemos acrescentar; ao longo dos séculos - dizem dele. A resposta é que o tinham como profeta. Isto equivale a dizer que o acolhiam como alguém enviado por Deus. Fala e age em nome de Deus. Era a opinião mais difundida entre o povo. Por outras fontes sabemos que havia também aqueles que o tinham na conta de subversivo, de perigoso, de comprometido com os pecadores e, por fim de blasfemo. Foi inclusive morto por esta última opinião.

Pedro, com a percepção dos sinais e da mensagem de Jesus, o proclama Cristo. Todos o continuamos a chamar por este título: Jesus Cristo. Pedro, porém, acrescentou, como percepção de uma inspiração divina: és o Filho de Deus. S. Tomé, após a cruel execução de Jesus quando este lhe aparece, em meio aos demais discípulos, exclama, reconhecendo-o como seu Senhor e seu Deus. É esta certeza que se propaga pelo mundo..

*Arcebispo de Porto Alegre