segunda-feira, 16 de julho de 2012

Um olhar sobre a fé


É ísso aí pessoal, o CLJ da Paróquia São José terá uma Mostra Fotográfica. Mas pra isso acontecer precisamos da participação de todos do Pós CLJ. Cada jovem do Pós pode inscrever até duas fotografias, que retratem o tema "UM OLHAR SOBRE A FÉ".
As fotos devem ser originais, ou seja, não vale pegar da internet ou pedir para alguém tirar pra você. Use sua criatividade e mostre a todos o que é fé para vocêMas é bom correr, porque as fotos devem ser entregues até o sábado, no Pós CLJ.
A intenção é realizar uma super mostra fotográfica com todos os olhares dos jovens sobre o que é fé. Por isso, precisamos participar. Não tem câmera? Se junte com um amigo e façam juntos uma foto que mostre a fé de vocês.

MOSTRA FOTOGRÁFICA DO PÓS CLJ SÃO JOSÉ
UM OLHAR SOBRE A FÉ
  • Inscrições: entregar as fotos em um pendrive ou CD dia 21 de julho (no Pós CLJ) ou enviar para o email felipedrews@yahoo.com.br
  • Fotos devem ser originais
  • Máximo duas fotos por pessoa ou grupo

Aceita um abraço?



    

    O CLJ da Paróquia São José embarca em mais um grande projeto, o Abraço Grátis. O Free Hugs, como é conhecido mundialmente, é um movimento social que envolve pessoas oferecendo abraços para estranhos em locais públicos, que começou em 2004 por um homem australiano conhecido como Juan Mann e se espalhou por diversos países, inclusive o Brasil.

    Quem trouxe o projeto para Cachoeira do Sul foi a estudante de 15 anos Luana Pinheiro que apoiada por amigos do CLJ e ONDA (que adotaram a ideia) foi pra Rua Sete de Setembro no último sábado (14/07/2012) distribuindo abraços, sorrisos, amor, carinho, oferecendo amizade e principalmente mostrando o rosto jovem de Cristo através de um gesto simples, mas que infelizmente nos dias de hoje não é tão valorizado e faz falta para muitas pessoas.

    Luana diz que a ideia surgiu durante uma conversa com Diácono Carlos Idelfonso ( o Tio Carlinhos), quando comentou gostar tanto de um abraço que um dia iria sair com um cartaz escrito abraço grátis. E esse foi o “pontapé” inicial para esse belo projeto que visa incentivar a solidariedade, o respeito e a comunicação entre as pessoas se tornar realidade.

    "A experiência é uma coisa muito louca, é um amor de Deus sabe, tu abraça aquelas pessoas, não importa se são crianças, idosos, adolescentes, homens, mulheres, pobres, ricos, etc. é só abraçar e elas te agradecem e dizem que aquele gesto pequenino ia mudar o dia delas, não tem explicação", completa Luana.

    Se você ficou com vontade de receber um abraço destes jovens, fique tranquilo (a), pois todo quarto sábado de casa mês, às 09h30min até por volta de 11h30min eles estarão na Rua Sete de Setembro de braços abertos te esperando. É só chegar e “correr pro abraço!”.

Bote Fé na Vida é neste domingo em todo Brasil


Para marcar um ano do início da JMJ Rio 2013, ocorre neste domingo, 22, o Bote Fé da  Vida em todo o Brasil. Na diocese de Cachoeira do Sul, o evento será precedido pela Jornada Diocesana da Juventude que inicia às 8h30 no Parque da Romaria.

O grande destaque da programação é a palestra As cruzes da Juventude que será ministrada pelo Pe. Gustavo Balbinot marcada para  as 10 horas. Balbinot também é cantor e faz parte do projeto católico Além Fronteiras que realiza missões em diversos países do mundo.

Ao meio-dia, será servido almoço no valor de R$ 5,00. Para a tarde está programada a caminhada pela vida. Todos os participantes da jornada diocesana serão convidados a se deslocar até a Catedral Nossa Senhora da Conceição. O Pe. Gustavo vai guiar a caminhada com a reflexão A vida e os sonhos da Juventude.

Os jovens também serão motivados a recolher lixo que encontrarem pela rua em um gesto concreto de ação social. O encerramento ocorre às 16 horas com a celebração de uma missa na catedral.

São esperados centenas de jovens das 13 paróquias da diocese situadas nas áreas Norte, Sul, Pé da Serra e Centro. O evento ocorre como forma de preparação para a chegada da Cruz Peregrina e Ícone de Nossa Senhora à Cachoeira do Sul marcado para o dia 14 de novembro.

Bote Fé na Vida

A caminhada é uma iniciativa da Igreja Católica do Brasil e visa integrar esportes e evangelização. Em alguns estados, em vez de caminhada está programada um corrida pelas ruas de diversas cidades do País.

PROGRAMAÇÃO


8h30 – Acolhida e Animação
9h – Abertura
9h 15 – Espiritualidade - Valorização dos Símbolos da Jornada Mundial da Juventude – Cruz, Ícone de N. Sra. e a Palavra
10h – Pregação – Tema: As Cruzes da Juventude - Pe. Gustavo Balbinot
12h 15 – Almoço - R$ 5,00

2ª Etapa – BOTE FÉ PELA VIDA - Caminhada - tarde

13h 30 – Show e Preparação para a Caminhada
14h – Início da Caminhada – Tema: A Vida e os Sonhos da Juventude - Pe. Gustavo Balbinot)
16h – Santa Missa
17h - Encerramento

sábado, 14 de julho de 2012

Libertos da tibieza


   Em alguns períodos da nossa vida, podemos detectar em nós alguns dos sintomas da tibieza: a frieza, a apatia, o desânimo, a insatisfação com Deus e conosco mesmo, a falta de estímulos para a oração diária, e até mesmo a falta de forças para decidir por algo ou desistir de alguma coisa. Se sofremos deste mal, há esperança para nós e o remédio é infalível: precisamos de um novo, belo e santo Pentecostes!

   É preciso, em primeiro lugar, tomar consciência da nossa condição de necessitados de uma renovação constante do Espírito Santo em nossa vida. O clamor constante e a abertura necessária à ação da graça farão de nós homens e mulheres fervorosos, capacitados pelo Espírito a transbordar no mundo o amor infinito de Deus.

   Uma alma tíbia é uma alma morna, fraca, preguiçosa, desanimada e sem fervor. Esta “doença” traz sérias conseqüências, não só à nossa vida espiritual, mas a todas as realidades da nossa existência. Ela é conseqüência do pecado e desenvolve-se com facilidade nas almas que não são muito amigas das renúncias, sacrifícios e orações. Mas pouco adianta dizer, simplesmente, que é preciso aplicar à doença da tibieza o remédio do fervor. Seria como dizer a um doente que o remédio para ele é a saúde, ignorando que este é o seu problema: a falta de saúde.

   O único remédio contra a tibieza é o Espírito Santo, porque não existe verdadeiro fervor se não for inflamado pelo fogo do Espírito. O pecado endurece o coração e torna a pessoa indiferente a Deus. O Espírito nos aponta as raízes do pecado, fortalece-nos para a batalha, fecunda em nós os seus dons, purifica-nos, aquece e inflama o nosso ser.

   O Espírito Santo não se contenta em purificar-nos do pecado, mas prolonga a sua ação em nós até nos fazer “fervorosos no Espírito”. Comporta-se em nós como o fogo quando se apega à lenha úmida: primeiro a expurga, arrancando-lhe com barulho todas as impurezas, depois a inflama progressivamente, até que se torne toda incandescente e ela mesma se transforme em fogo. Ele, que faz novas todas as coisas, quer fazer fervorosos os homens tíbios.

   Concretamente, isto quer dizer que o Espírito Santo nos preserva de cair na tibieza, e se por acaso já nos encontrarmos neste estado, livra-nos dela. É impossível sair da tibieza sem uma intervenção decisiva do Espírito; se tentarmos fazê-lo mergulharemos ainda mais no pecado do orgulho.

   Olhemos para os apóstolos antes de Pentecostes: eram tíbios, incapazes de vigiar uma hora, discutiam sempre sobre quem seria o maior, ficavam espantados diante de qualquer ameaça. Depois que o Espírito veio sobre eles como línguas de fogo, tornaram-se a imagem viva do zelo, do fervor e da coragem. Fervorosos no pregar, no louvar a Deus, no fundar e organizar as Igrejas e, enfim, no sacrificar a vida por Cristo.

   Cirilo de Jerusalém escreve: “Os apóstolos receberam o fogo que queima os espinhos dos pecados e dá esplendor à alma”, e um escritor medieval escreve: “O Paráclito que, em línguas de fogo, desceu sobre os apóstolos e os discípulos, desce também sobre nós como fogo: para queimar e destruir a culpa, para purificar a natureza, para consolidar e aperfeiçoar a graça, para expulsar a preguiça de nossa tibieza e acender em nós o fervor do seu amor” (Hermann de Runa, Sermões Festivos, 31).

   Muitos santos passaram por um longo período de tibieza, mas nenhum deles foi santo sem ter sido encharcado, queimado, transformado pelo poder e ação viva do Espírito Santo.

   “Passei nesse mar tempestuoso quase vinte anos, ora caindo ora levantando. Mas levantava-me mal, pois tornava a cair. Tinha tão pouca perfeição que, por assim dizer, nenhuma conta fazia de pecados veniais. Se temia os mortais não era a ponto de me afastar dos perigos. Sei dizer que é uma das vidas mais penosas que se possa imaginar. Nem me alegrava em Deus, nem achava felicidade no mundo. Em meio aos contentamentos mundanos, a lembrança do que devia a Deus me atormentava. Quando estava com Deus, perturbavam-me as afeições do mundo” (Santa Teresa de Jesus, Vida, 8,2).

   Quando invocamos o Espírito, clamamos: “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor”, e ainda: “Aquece o que está frio”. Às vezes este clamor também é frio, porque fria é a nossa esperança. Em Ezequiel 37 temos outra imagem clara de um povo tíbio: “nossos ossos estão secos, nossa esperança está morta”, mas é a poderosa ação do Espírito Santo que faz estes ossos secos retornarem à vida.

   Com o auxílio da graça, portanto, é possível sair da tibieza e passarmos da condição de frios e temerosos a fervorosos no Espírito!

Bibliografia consultada:
Cantalamessa, Raniero. O canto do Espírito. São Paulo: Vozes, 1998.
Fonte: Revista Shalom Maná