terça-feira, 9 de novembro de 2010

TERRA DE SANTA CRUZ!

Pe. Zezinho, scj

O Brasil já teve este nome. Era dedicado à memória da cruz. Continua ser terra de santas cruzes e de tantas cruzes porque há milhões de brasileiros crucificados no isolamento, no preconceito, no desemprego, nas drogas, em lares desfeitos e no abandono. São cruzes visíveis, patentes.

Alguns se autocrucificaram, mas a maioria foi crucificada, não teve oportunidade, nem lar, nem escolas e ninguém foi até eles. Não sabem o suficiente para sair da sua situação.

O país tem exigências que eles não conseguem cumprir faltaram-lhes escolas, ou família ou uma boa igreja. São os brasileiros crucificados.

Nossas leis os esqueceram, nossa justiça não lhe fez justiça, nossas igrejas nem sempre os acolheu, nossos políticos nem sempre os defendeu ou representaram. O fato é que de geração após geração eles não conseguiram sair da pobreza na qual nasceram.

Um dia o Brasil será uma nação pensada e organizada para todos. Agora é uma nação que beneficia quem já tem. Excepcionalmente, em algum programa dá remédios ou comida para os mais pobres, mas não lhe dá oportunidade de emprego.

Somos vítima da conjuntura internacional, mas somos também vítimas da conjuntura estruturais que tem mantido o Brasil sobre frágeis estacas há séculos. Nossos fundamentos não são sólidos. Não fomos e não somos um país pensado para todos. O jantar é ainda de quem chega primeiro, pegam sempre os melhores pedaços e o que sobra vão para a maioria que chega depois, por que não tem como chegar na hora. Faltou a escola.

E no carro do país, a escola seria o acelerador, a falta de escola e de família seria o freio. Apesar dos esforços de alguns governos, o país continua de freio de mão puxado. Direitos humanos e justiça distributiva ainda são palavrões no Brasil.

Num país onde muitos ricos e muitos religiosos acham que o outro é menos, vai ser difícil criar uma democracia sólida, as cabeças estão impregnadas na mais valia.

O Brasil vai mal por causa dessas duas frases: sou mais escolhido que você. Valho mais que você.

Entre nós o verbo TER continua mais forte do que o verbo SER.


Sendo um jovem líder cristão posso mudar essa situação? Como?
Vamos debater isso aqui no blog. Faça seu comentário.

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