segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Amizades e amizades ...

   Quantos amigos você tem? Convivemos com muitas pessoas, mas todas elas são nossas amigas? O que faz de alguém um amigo?
Aristóteles buscou compreender a amizade e
apresentou-a em três formas: baseada em necessidade, em prazer ou em carácter.

   1)A amizade por necessidade tem como objetivo a sobrevivência. Afinal, o
ser humano não é autossuficiente. Antes parece ser incapaz de viver
isolado. A amizade nesse sentido é apenas uma relação de utilidade ou
conveniência. A relação com o outro é apenas um meio para dar manutenção
à sobrevivência.

   2)A amizade por prazer é estabelecida em favor da alegria. É típica da
juventude. A relação  é mantida porque é prazeroso conviver,
compartilhar, estar juntos.

   3)A amizade por bondade é a amizade perfeita. O amigo é aquele que tem um
amor desinteressado e ajuda o outro a viver melhor a vida. Entretanto
esta é uma amizade rara, visto
que se estabelece apenas entre pessoas justas, amar é mais fundamental
do que ser amado. Este tipo de amizade ocorre quando as pessoas não
ficam à espera das manifestações de amizadem mas, antes, são as primeira
a tomar a iniciativa para aprofundar o relacionamento com o outro.


Ser amigo é...

   Ser amigo é conhecer o outro. Se eu sou amigo de alguém, devo saber quem é esta pessoa. Este conhecimento deve ser o mais amplo possível.
   Encontrar-se é possibilitar uma relação integral.
   Ser amigo é querer o bem do outro.
A amizade não é um sentimentalismo. Não se pode confundi-la com a mera
gentileza ou compreensão. A amizade tem um único objetivo:
fazer o bem sem interesse algum. o amigo vê o outro como a si mesmo. A
amizade é uma relação entre iguais.
   Ser amigo é ser reconhecido como amigo.
A relação de amizade é uma conquista. Ela deve alcançar o
reconhecimento e o consentimento do outro. Sem este reconhecimento não
há condições para a reciprocidade. Ambas as pessoas devem saber-se amadas pelas outras.
   A amizade é uma relação de reciprocidade.
Só há amizade se dois ou mais forem amigos uns dos outros. Essa
perspectiva de recoprocidade requer que sempre se tome a iniciativa para
agir, sem condições e pretensões, levando a ver o outro como um alter
ego- outro eu. No entanto a amizade requer esforço, treinamento
cotidiano e até mesmo sacrifício. Afinal, a amizade é uma virtude, um
traço de caráter.

Postado por: Matheus Bica
Departamento Litúrgico

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