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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

OS PAIS ENVELHECEM

Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho.
Ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.
Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça.
Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos.
E retribuem com gestos que enternecem.
Mas os anos passam e os filhos crescem.
Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões.
Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.
O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem.
Envelhecemos.
E então algo começa a mudar.
Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes.
Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas.
Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância.
E isso é uma dor imensa para os pais.
Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebem as mínimas faíscas no olho de um filho.
Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos, os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.
Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mais impertinente.
Praticamente não ouvem mais os conselhos.
A cada dia demonstram mais  impaciência.
 Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.
Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas.
E tentam fazer os velhos pais adaptarem-se aos novos tempos, aos novos costumes.
Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle.
Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber.
Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente. Passeios, comida, roupas, médicos, tudo, passa a ser decidido pelos filhos.
E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente.
Por que então desrespeitá-los?
Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?
E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas,há tanto amor.
Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.
A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação
Um dia, o velho pai já não estará aqui.
O cheiro familiar da mãe estará ausente.
As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.
Então, valorize o tempo de agora com os pais.
Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.
Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias, mesmo que sejam repetidas, e dê-lhes atenção, afeto...
Acredite: dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.


Postado por Tainã
Departamento Litúrgico

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"O PAI QUE EU TENHO..."

Father, padre, pai, designações em vários idiomas para uma pessoa especial, que faz da vida uma guerra e enfrenta batalhas diárias com a esperança no coração e constrói um futuro sólido, onde seu filho possa se apoiar perante as dificuldades enfrentadas pelo caminho da vida, um caminho dificultoso e repleto de pedras rochosas, nas quais muitas vezes tropeçamos, nos desequilibramos e quando estamos caindo ele está lá para nos segurar, para nos livrar da queda, ele nos dá o equilíbrio, é um herói vivaz de amor, mas não de um amor momentâneo e passageiro, mas sim de um amor imortal e sem preconceitos, um amor que nos transmite paz e confiança, um amor paterno como aquele que Deus “NOSSO” pai sente por nós, Deus-pai para nos confortar nos momentos difíceis nos deu um anjo, um pai de carne e osso como nós, com defeitos e qualidades, um ser humano que desde cedo nos ensina a sermos humanos.

Deus me deu um pai que convive comigo diariamente, um pai que eu ignorava, um pai que sempre estava disposto a me dar amor, mas esse amor não via retribuição, apenas sentia um contemplo passageiro na hora em que eu “precisava” de dinheiro, roupas etc. Esse amor só era retribuído no momento em o prazer material se opunha à frente de minhas “necessidades”.

Hoje tenho a oportunidade de através de Deus que entrou em meu coração ver com outros olhos esse pai batalhador que ELE me proporcionou para ficar ao meu lado durante toda sua vida e se de sua vontade for, que fiquemos juntos durante toda a eternidade, no céu, pois meus olhos hoje enxergam o verdadeiro pai que tenho, um pai guerreiro, alegre, brincalhão, prestativo, sério, um pai que sabe a hora que é necessária ordem, a hora que é necessário amor, um pai especial, um anjo de Deus que me acompanha ontem, hoje e sempre, nas dificuldades, nas alegrias, nas tristezas, enfim, na vida e principalmente no coração de um jovem admirador e amante dos pais que tem, Deus-pai e seu anjo, um anjo enviado que é capaz de nos momentos de pura escuridão me fazer encontrar a luz no fim do túnel, um pai que é o sal da minha vida, é ele que dá gosto ao meu viver  e eu só tenho a dizer:

Muito obrigado pelo pai maravilhoso que o Senhor me deu.

Esta redação foi proposta pela minha professora de Português e Literatura, e no momento que comecei a digitar – lá senti a presença do Espírito Santo em mim, refleti sobre todos os momentos que passei com meu pai. Nesse momento, o que nos vem à cabeça são os momentos ruins por mais que nos esforcemos os momentos bons são difíceis de serem lembrados no primeiro instante e temos que mudar isso, devemos primeiramente nos lembrar dos momentos alegres.

Os momentos dificultosos devem servir de lição para seguirmos em frente e melhorarmos aquilo que erramos no passado. É preciso agradecer dia a dia pelas oportunidades que Deus nos oferece. Oportunidades são únicas e não voltam mais, então aproveite e comece a mudar a partir de hoje seus atos

Reflita sobre isso, ponha seus temores em oração, pois lá no céu temos um Deus, um pai que está de braços abertos nos esperando.

SHALOM

Postado por: Douglas Monteiro