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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Se compreendesse!

Por Diácono Carlinhos

“Hoje eu paro para pensar quais foram... quais são os meus objetivos... uns bons, outros nem tanto, uns em processo, outros alcançados, mas todos sempre se modificando através das estações...”

(Hoje eu analiso o extrato de um texto – SE COMPREENDESSE – que recebi de uma jovem cristã)

Sim, se compreendêssemos tudo, a nossa vida seria mais fácil, mas não é assim, há mais incertezas do que certezas. Porém, temos aqui nessa frase vários acertos e muitas certezas, ao contrário do que a autora nos propôs inicialmente... Quando as compreendemos já estamos crescendo. Afinal, compreender é pensar e atuar flexivelmente em qualquer circunstância a partir do que se sabe sobre algo. A ideia de “compreender” inclui uma dupla dimensão: pensamento e ação, duas dimensões que estão presentes em toda ação humana.

Portanto, o primeiro acerto: “quando eu paro para pensar”... Isso é fundamental na vida da gente, parar para pensar. O mundo está de pernas para o alto, porque as pessoas não param mais para pensar. Nós precisamos ouvir mais o silêncio de nosso coração, fazermos uma analise e um momento de contemplação de nossa vida: erros, acertos, vitórias e derrotas... Principalmente jovens agem por impulso, pela emoção do momento, fazem e dizem coisas e depois se arrependem amargamente, porém, na maioria das vezes não é mais possível voltar atrás... “uma palavra é como uma pedra, depois de lançada, não a seguramos mais.” Assim, pela falta de “parar para pensar” ou “pensar antes de fazer ou dizer”, usam drogas, fazem sexo, cometem inúmeros desatinos. No Livro das Lamentações 3, 40 encontramos: “Examinemos seriamente o que temos feito e voltemos para o Deus Eterno.”

· Tu tens parado para pensar?

O segundo aspecto positivo: “quais são os meus objetivos”, ora, termos objetivos é extremamente importante e fundamental em nossa vida... São eles que nos dão um rumo, um ideal, uma vontade, um desejo de querer e ir... o fato de as vezes parecerem maus, dependem muito do momento e das circunstâncias, porque ninguém em sã consciência estabelece para si objetivos ruins... o maior fator de alienação de nossos jovens hoje é justamente porque não possuem objetivos, andam como zumbis (“não há vento favorável para quem não sabe para onde quer ir”) ... assim, um jovem que possui objetivos está no caminho certo. Apenas às vezes precisa revisá-los, mudar um pouco o projeto inicial, mas ter objetivos é fundamental. São Paulo na II Carta aos Coríntios 13, 11 nos dá um caminho: Por fim, irmãos, vivei com alegria. Tendei à perfeição, animai-vos, tende um só coração, vivei em paz, e o Deus de amor e paz estará convosco.

· E você quais são os teus objetivos?

O terceiro fator e o que eu considero a chave de todo o texto que recebi é entender: “... uns em processo, outros alcançados, mas todos sempre se modificando através das estações...” essa conclusão é de uma maturidade realmente significativa. Entendermos que nossa vida não é uma rocha, uma pedra, um ser morto, pelo contrário, está em constante movimento e que realmente muda como as estações. Estamos na primavera e logo virá o verão, mas vejam, estamos na primavera e devemos então aproveitá-la da melhor forma possível, para o nosso crescimento... Aproveitar os pássaros, as flores, situações e circunstâncias que só acontecem nesta estação. Assim aqueles que estão vivendo em suas vidas a primavera, aproveitem, não vivam o outono, o inverno ou nem mesmo vivam no verão... Esse virá daqui mais um tempo e então teremos a oportunidade de usufruirmos dele com todos os seus benefícios. Aproveitem com maturidade e dignidade o momento que vocês estão vivendo... As amizades, os grupos sociais, as relações interpessoais, os familiares, porque, talvez muitos não estarão conosco na próxima estação. Assim, não antecipe nada, apenas planeje, tenha objetivos, mas não viva a próxima estação antecipadamente. A natureza é sábia, pois foi criada por Deus e nossa vida integra essa natureza, portanto, deve seguir aquilo que Ele estabelece para a gente. Aproveite e acumule o que é necessário para quando vier o inverno, pois, no seu tempo ele virá... então nós vamos precisar estar providos... de amizades, de amor, de fé, de companheirismo, de compreensão (de anjos e Sirineus), ... Aquilo que soubemos preparar durante a primavera e o verão. Sim, precisamos acreditar na força da amizade, porque durante a vida podemos e devemos construir sentimentos verdadeiros, aprender a conviver, partilhar e dividir sem se sentir derrotado, inclusive, isso nos faz cada vez mais fortes na fé.

Portanto, quando a dificuldade se abater, não desista, não abandone seus objetivos, nunca deixemos de acreditar, nunca percamos nossa fé, porque parte de Deus é amor e a outra parte também. Assim, espero que saibamos compreender as estações da vida e as pessoas que por nossa história passarem, sabendo identificar e valorizar a necessidade de sua presença em cada fase. Que possamos entender que Deus faz cada capítulo único e sem volta, devendo ser vivido intensamente, porque parte de nós é vida, e a outra parte também, na vida eterna. Assim, se compreenderes que as mudanças são necessárias, sem que seja necessário abandonarmos nossos objetivos e as pessoas, pois naquela estação, elas são únicas na vida da gente e se estão ali é porque Deus colocou e tem um objetivo para ti e para ela, teremos cumprido nosso papel.

Concluo, afirmando! Sempre, temos muito a oferecer... Nosso ombro, nosso ouvido, nossa amizade, nosso carinho, nossos talentos... Pois tu és única na vida de uma pessoa, assim como aquela pessoa é única na tua vida.

  • Compreendes o que disso tudo?
  • Tens sabido viver cada estação?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

TU ÉS MUITO IMPORTANTE PARA MIM!

Por Diácono Carlinhos

Às vezes nos dá impressão de que no mundo contemporâneo não existe mais carinho... Elogios e reconhecimento às ações do outro. Parece-nos que não se valorizam mais as qualidades das pessoas... e lamentavelmente o que mais ouvimos são as críticas, sobre nós e sobre os outros... Infelizmente a maioria das pessoas opta pela prática da “condenação”.

Creio que em algumas ocasiões, inclusive, criticam na tentativa de terem a sensação de ficarem mais próximas destas pessoas. Ficamos cada dia mais indivíduos e menos gente... Muitos estão cada vez mais intolerantes e não se percebem o quanto se desgastam ao desvalorizarem o outro... com isso, muitos dos relacionamentos atuais não duram ou se duram, são extremamente superficiais, funcionais ou por conveniência.

Há pessoas poupando sentimentos, elogios e afagos!

É raro vermos homens elogiando suas mulheres ou elas elogiando seus maridos, já não vemos os chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, quase não vemos mais pais e filhos se elogiando, ou amigos trocando elogios, reconhecendo o esforço e o que o outro tem de positivo...

Porém, vemos pessoas fúteis valorizando artistas, endeusando cantores, pessoas que usam da imagem física para ganhar dinheiro e que, por consequência, são pessoas que sentem na obrigação de cuidar somente de sua imagem estética, parecem serem compostos somente de corpo e de rosto... se esquecem que possuem coração... muitos vivem só dessa idolatria... Adoram os deuses do “ter”, do “poder” e do “prazer”.

E nós! Já nos demos conta que essa escassez de sentimentos tem afetado as pessoas e por consequência os nossos relacionamentos?

Que a falta de diálogo nos lares, ou o excesso de orgulho, impede que as pessoas digam o que sentem um pelo outro e levam essa carência para dentro dos consultórios psiquiátricos, para os divãs dos psicanalistas, entre outros profissionais dessa área...

Com isso, esvaziam e destroem seus casamentos, encerram relacionamentos, esfriam e matam belas amizades, perdem em qualidade profissional e acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem nos seus círculos próximos... Com essa rotatividade diminuímos o número de amigos e aumentamos o número de conhecidos!

Portanto, um convite para que comecemos a valorizar nossas famílias, nossos verdadeiros amigos, nossos alunos, nossos subordinados, enfim, todos aqueles que fazem parte da nossa vida e de nossos círculos, sejam eles familiares, profissionais ou sociais.

Comece a demonstrar seu sentimento pelo bom pai, a boa mãe, o bom marido, a boa esposa, o bom amigo, o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou de nossas parceiras, o bom comportamento de nossos filhos...a conduta correta daqueles que nos cercam...

Observe e valorize o que o outro tem de bom… demonstre com um gesto de carinho... um abraço, um afago, um telefone, um e-mail, um depoimento, uma flor, ... sei lá, de qualquer forma demonstre... todos gostam de saber o quanto são amados, isso indica que está no caminho certo e que deve investir ainda mais naquele sentimento. Não poupe um: “EU TI AMO!” ou “TU ÉS MUITO IMPORTANTE PARA MIM!”.

Lembre-se que ninguém é uma ilha e que vivemos numa sociedade em que um precisa do outro e que é impossível se viver sozinho, e o reconhecimento, o carinho, o afago, os elogios são um belo combustível na vida de qualquer pessoa.

Reconheça as qualidades do outro... não veja só os defeitos (estes todos nós temos e por favor ajude-me a superar os meus, com diálogo, com carinho... mostrando-me diariamente no que eu errei e no que eu acertei)... mas veja também as virtudes... Comece sua manhã fazendo alguém mais feliz e reconhecendo a importância da sua presença em sua vida.

Se tu me permites: eu começo!!!

Por isso eu te digo: “TU ÉS MUITO IMPORTANTE PARA MIM!”

E te digo também: “QUE TU ÉS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUELE QUE CATIVASTES E SE TU ME CATIVOU, TAMBÉM É RESPONSÁVEL POR MIM.”

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A ALEGRIA DE TERMOS AMIGOS/IRMÃOS!

Por Diácono Carlinhos


Normalmente gostamos de estarmos com pessoas amigas, pessoas de conversa e presença agradável, inclusive, que não tenham vergonha da gente e que sejam parecidas conosco. Pessoas que nos compreendam e que sempre nos recebem com um sorriso, um abraço, uma palavra de carinho... Pessoas que sonham com a gente, que estabelecem projetos parecidos com os nossos. Pessoas que possuem metas e objetivos a alcançar. Pessoas que nos fazem sonhar e “sonho que se sonha junto se torna realidade”... Pessoas que mesmo no silêncio, nos apontam uma direção.

Ah! Como é bom sabermos que temos amigos/irmãos!

Quem tem pessoas assim em suas vidas são milionárias, possuem grandes tesouros. Pessoas que conquistamos não pelo que temos, mas pelo que somos... Pessoas que nos querem por perto, mesmo quando não estamos bem ou até mesmo de certa forma com a relação estremecida (faz parte do nosso crescimento). Os amigos/irmãos verdadeiros nós os queremos por perto, porque sabemos que estes sempre estarão lá, inclusive, para nos repreender com vistas a evitarmos erros, estarão lá porque nos amam, porque nós somos importantes para eles e eles para nós, estarão lá para nos acolher, nos abraçar, emprestar o ombro, uma palavra de conforto, de carinho, um gesto de amor...

Muitas vezes não nos damos conta, mas normalmente os momentos mais felizes de nossas vidas são vividos perto dessas pessoas. Pense nisso por um instante... Lembra-te dos momentos felizes de tua vida que tens vivido ultimamente, momentos que realmente te trouxeram felicidade. Tua vida de alguma forma mudou completamente ou melhorou? Eles estavam lá?

Assim, também ocorre nos momentos de maiores dificuldades... de angústia, de tristeza, de desespero, quando sentimos que estamos no fundo do poço ou caindo nele. Os teus amigos/irmãos estavam lá?

Assim é quando visitamos Jesus, assim é quando abrimos a porta do nosso coração ou quando nos ajoelhamos e nos prostramos diante do Sacrário, diante de sua casa, ali está Ele de braços abertos, sorrindo e nos abençoando com sua luz, como é bom tudo isso! Quando rezamos, quando visitamos o Sacrário, lemos a Bíblia, lá está o nosso amigo Jesus que nos dá conselhos, que nos escuta, que nos orienta e não permite incorrermos no erro. Se realmente O escutamos, nós evitamos os erros, pois Ele fala conosco, embora, muitas vezes, O ouvimos, mas optamos pelo erro e com isso, sofremos.

Esse nosso amigo Jesus ao darmos o SIM para o seu projeto, vai colocando pessoas em nossas vidas que nos ajudam no caminhar, estes são os nossos amigos/irmãos, são como anjos, ao cairmos nos ajudam a levantar, quando estamos cegos iluminam nosso caminho com o seu amor, com o seu carinho, sua palavra, sua presença, seu conforto...

Não esqueça que somos eternos aprendizes, mas ao dizermos SIM para esse Jesus, Ele não vai se cansar da gente, de nos ensinar e colocar sua mão sobre a nossa cabeça para nos consolar, colocando assim, ao longo de nossa vida, seus instrumentos, os nossos amigos/irmãos. Aos abandonarmos um amigo/irmão, abandonamos alguém que foi colocado por Deus para nos auxiliar em nossa missão, ao nos afastarmos, nos afastamos um pouco de Deus, porque ao perdemos um pouco de amor, perdemos um pouco de Deus (Deus caritas est = Deus é amor)... e também, porque deixamos de cumprir o que Ele nos determinou com relação ao outro, de também sermos amigos/irmãos daquele e cumprirmos a nossa missão.

Diante disso, como podemos esquecer-nos desse amigo Jesus? De dedicarmos um tempo do nosso dia e dizermos um olá para esse amigo, de prestarmos contas da nossa vida através da nossa oração e das nossas ações em prol dos outros irmãos. Amar a Jesus é retribuir um pouquinho do Seu grande amor pela gente e tudo que Ele fez e faz por nós. Por isso devemos ler a Bíblia diariamente, ver o que Ele tem a nos dizer, meditarmos sua proposta através dos momentos de reflexão e espiritualidade.

Concluindo, gostaria de salientar que devemos ser justos com esses amigos/irmãos, compreendê-los, amá-los do jeito que eles são, termos zelo e cuidado com os seus sentimentos... Expressarmos isso com gestos e atitudes... Lembrando que sentimentos não são testados, são sentidos! Vamos juntos fazer uma análise de nossa semana, de como está nossa relação com esses amigos/irmãos, se não precisamos sentarmos um pouco, conversarmos, apararmos alguma aresta que tenha afetado um pouco essa relação, se não precisamos rever projetos, se não precisamos de alguma forma resgatarmos e fortalecermos os nossos sonhos que são sonhados juntos... Porque podem ter certeza se nos afastarmos deles, nos afastamos de Deus. Eles foram colocados por Deus no momento e na circunstância que Ele queria e não adianta nós sairmos por aí, em busca de outros, porque são esses que fazem parte do Plano de Deus. Quando nos colocamos a sua disposição, no momento exato Ele vai colocar outros amigos/irmãos que virão somar aos anteriores e fortalecer as nossas relações e tornar a nossa vida ainda mais feliz.

Pense nisso!

Quem são meus amigos/irmãos hoje?

Tenho demonstrado de alguma forma meu reconhecimento a eles?

(Que tal um abraço, beijo, declaração, depoimento, uma flor, um bilhete,...)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Frustração

Por Diácono Carlinhos


Sabe, já faz alguns dias que começo escrever sobre este tema e termino escrevendo sobre outro assunto, já andava me frustrando com isso. Mas, hoje, depois de conversar com uma jovem vi que é incrível o quanto deparamos com pessoas frustradas. E a minha preocupação reside justamente com o maior público com quem eu convivo, os jovens. Pois como se frustram facilmente. Como abandonam sonhos, projetos e aspirações em decorrência de uma mínima frustração. Caríssimos, aprendemos na psicologia que saber lidar com a frustração é um ponto decisivo para sermos mais ou menos felizes. Lidar com as frustrações é muito importante, tanto quanto, saber lidar com as pessoas e isso inclui o nosso relacionamento no grupo de igreja, na escola, no trabalho, na família, nas relações interpessoais, etc.

Portanto, frustração é uma emoção que ocorre nas situações onde algo obstrui o alcance de um desejo pessoal. Quanto mais importante for o objetivo que nao alcançamos ou que o concluimos em parte, maior será nossa frustração. Não raras vezes a pessoa frustrada adota um comportamento passivo-agressivo, toma uma atitude negativista em relação à sua vida social, ou seja, esta opta por se considerar um ser insignificante e incapaz de executar qualquer tarefa, chegando mesmo a alegar que todas as pessoas exigem demasiado delas. Este tipo de pessoa prefere culpar e criticar as outras nunca se responsabilizando pelos seus próprios atos.

Pessoas frustradas, também aceitam com muita dificuldade ou até rejeitam opiniões de outras pessoas, acreditam pois que estas não dão o devido valor ao seu esforço ou ao seu trabalho. É um tipo de comportamento bastante comum na nossa juventude, quando as pessoas acabam por desenvolver este tipo de comportamento não chegando a ter noção do mesmo.

Asseguro-lhe é tão complicado termos que correr o tempo todo atrás de jovens que se frustram tão facilmente, sob pena de deixa-los a mercê de um mundo cruel e que não poupa pessoas assim. Ensinam-nos que a base desse “lidar com a frustração” começa ainda na infância. É lá que a frustração pode ser moldada, aprendida, exercitada. A pessoa que recebe tudo o quer, na hora que quer sem o mínimo de esforço; que tem uma mãe que sempre pensa: “Vou protegê-la para que não sofra” e se preocupa em atendê-la antecipadamente, sem que a pessoa tente fazer por ela própria, que faz todas as vontades,… faz com que esse ser desenvolva uma baixa resistência à frustração. São justamente jovens desse tipo, que se tornam adolescentes alienados, rebeldes e, posteriormente, adultos problemáticos, cheios de traumas, com problemas de adaptação em diversas áreas, quando não, com patologias mais graves. Mas também sempre é tempo de mudarmos. Se algo não está conforme nós queremos, devemos aprender a lidar com isso e superarmos, principalmente valendo-se dos valores da fé que aprendemos e exercitamos diariamente.

Aprendemos que as fontes da frustração podem ser internas ou externas. Também que as fontes internas da frustração envolvem deficiências pessoais como falta de confiança ou medo de situações sociais que impedem uma pessoa de alcançar uma meta. Enquanto que as causas externas da frustração, por outro lado, envolvem condições fora do controle da pessoa, tais como uma estrada bloqueada ou falta de dinheiro, por exemplo. Temos de entender que há situações em que até podemos mudar, outras porém nós não podemos mudar e precisamos conviver, enquanto que em outras ocasiões há pessoas optam por conviver frustradas por mera acomodaçao, com receio das mudanças.

Devemos, no entanto, perguntar: ”O que eu faço com tudo isso agora?” Trocando o “Por quê?” o “Como?” por “a partir de agora”. Isso possibilita uma mudança para o presente fazendo o resgate da pessoa de seu passado. Permanecer em algum ponto do passado é adoecedor e angustiante. Outro procedimento que ajuda, é perceber que dentro de determinada situação a pessoa deve conviver com aquilo da melhor maneira possível e começar a identificar onde estão as situações que a ajudarão a fazê-lo. Portanto, “conviver com isso da melhor maneira possível” é outro movimento que ajuda a caminhar para frente e não ficar preso ao passado, paralisado. Também devemos trocar a pergunta: “Por quê?” pelo “Para que?”. Situações mudam quando nós trocamos a frase, como por exemplo: Por que eu tive que me apaixonar por uma pessoa assim? Para que eu tive que me apaixonar por uma pessoa assim… Suas respostas serão inúmeras e sempre voltadas para um caminhar à frente. Talvez, tu tenhas que perceber ter te apaixonado pela pessoa errada (incompatibilidade de gênios; bêbado; agressivo; ...) e que realmente vocês não dão certo, então, os problemas serviram para vocês terem certeza dessa situação e tirarem disso algo para o crescimento pessoal e não cometerem o mesmo erro futuramente.

Concluindo gostaria de salientar que devemos pensar em qual é o nosso objetivo/alvo hoje, para que saiamos dessa situação, de frustrados com o grupo, com a escola, com a família... Muda o foco, muda o projeto, muda tua situação... Não olhas só para trás... Porque senão continuarás vivendo frustrado. Tira dessas situações aprendizados para o teu futuro. Muda teu comportamento, reveja tua situação se estás frustrado e seja feliz.

Assim, tu te frustras ou estás frustrado com o que?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A missão da Juventude

Neste ano, o Dia Nacional da Juventude, como me referi acima, comemora a sua vigésima quinta edição com o tema: “Juventude: muita reza, muita luta, muita festa, em marcha contra a violência”. Neste contexto jubilar, queremos louvar e agradecer a Deus por tantos quantos jovens se empenham pelo anúncio do Evangelho. Que o rosto jovem e bonito da Igreja, pelos grupos de jovens, seja cada vez mais motivado para sua atuação, formando vidas que são doadas para a construção do Reino de Deus, na construção de ações concretas em prol da defesa dos direitos da juventude, levando os jovens a serem verdadeiros discípulos-missionários de Jesus Cristo. Jovem que reza, jovem que trabalha, jovem que marcha sempre em favor do Evangelho da Vida. O Papa Bento XVI, na audiência para o Regional Leste 1, ao recordar esse rosto, nos chamou a um trabalho ainda mais eficaz com a Juventude.

O jovem é convidado por Jesus, assim como todo cristão, a ser discípulo. O convite é pessoal: Vem e segue-me (Lc 18,22). E quem se torna discípulo de Jesus transforma-se em portador de sua mensagem, ou seja, em missionário de seu amor. O encontro com Jesus não é algo abstrato. É necessário mostrar aos jovens os lugares e os momentos concretos nos quais é possível encontrá-Lo, como a Sagrada Escritura, a Liturgia, e, sobretudo, a Eucaristia; a comunidade reunida em seu nome, os irmãos e irmãs, especialmente os mais necessitados, nos quais Jesus Cristo está misteriosamente presente.

Por isso, no âmbito de nossa Arquidiocese, quero convidar todos os jovens a se entusiasmarem e enamorarem de Jesus Cristo, alimentados pelo Evangelho e, tendo como conseqüência, a ação apostólica buscando proclamar Jesus através da vida empenhada pelo Reino de Deus.

Que a juventude seja a aurora e a esperança de uma Igreja que é jovem, porque Jesus é jovem e coloca o seu vigor em favor de nossas vidas e da animação de nosso empenho missionário! Jesus, sempre jovem, nos chama e convoca para segui-Lo e testemunhá-Lo. Jovem, vinde e vede!

Trecho do texto Os Jovens e Cristo, de Dom Orani João Tempesta.

Jovens do CLJ, durante o final de semana que passou, vivemos o tema da Campanha da Juventude desse ano. Primeiramente, atendemos ao chamado de Cristo, e o seguimos. Nossa viagem até às Missões foi em razão do sim que demos a Ele e da vontade de buscar mais e mais conhecimento sobre a nossa fé.

Durante a viagem, "a estrada que era longa até parece breve", pois rezamos, fizemos festa e louvamos a Deus com a alegria do jovem cristão. Como muitos disseram, uma viagem de estudos que nem dava prazer, e por causa disso o aprendizado foi maior ainda. Aprendemos muito sobre a origem do cristianismo no nosso estado, sobre os mártires que deram a vida por sua fé, mas também aprendemos muito um com o outro. Conhecemos um pouco mais aquela pessoa que vemos todos os sábados, mas que no máximo damos um "oi".

Completamos nosso compromisso de jovem cristão durante essa viagem, ao Mostrar a todos o Rosto do Senhor. Sem medo ou vergonha, cantamos, dançamos, nos divertimos nas rodas de folcore, nas brincadeiras, nos estudos e nas orações. Dessa maneira, sempre unidos, vivemos a nossa fé. Dessa maneira, cumprimos a nossa missão (lembram-se do que gritamos no curso): EVANGELIZAR.

Por Felipe Drews

Evangelho do Dia

A semente cresce, torna-se uma grande árvore.

Faça a liturgia diária:
http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx